21 de março de 2022

Ter orgulho de ter orgulho

 E o que é amor? 

Pergunta básica, mas  quem sabe responder? Cada um tem seu conceito.

Amor, pelo menos para mim, é um cuidado doido, doído e delicado. É saber ser quando se quer querer... Ser clichê quando se cabe um tantinho, mostrar quando se bate o peito. Amar é lembrar do passeio leve, de todos os santos no caminho. 

Amar é saber identificar um sorriso de verdade no meio de um mundo cercado no muro de mentira

Amor, é viver morrendo morrendo de amor. É cada gota FODA de saudade. É sentir falta até das rudezas que fazem do objeto do amor, um amor.

Amor é navegar na tempestade querendo calmaria, querer rebuliço no pouso. É terapia brusca, vivendo enlouquecer. É amar tanto, que querer fugir vira fuga da realidade. É saudade intensa que tira qualquer sanidade da rima.

Amar é escrever poemas e prosas que não serão lidas, é lidar com situações não vividas... é dizer "você não sabe o quanto eu te amo" olhando nos olhos e ter que dançar com o afeto que não foi mais amor.

Amar é fechar todos os outros mundos porque só se orbita um lugar. O nosso. Nada menos que isso. E se isso é verdade, nenhum universo importa mais.

Amar é dedicar questão, é perguntar o que se passa, conversar sobre conversas. É trilhar o dia, abraçar na noite e amanhecer sem razão senão o abraço. Amar é ter tedio sem desgraça, é não procurar outra praça na cara do amado.

Amar é saudade, ansiedade e veneno. Amar é cura, procura e resposta. Amar é SER, viver e entrega. E se não existe amor grande o suficiente para que se diga o amor, então por mais que doa, não vale a pena.

Amar é viver morrendo de amor. É redescobrir dentro de si a vontade de subir um morro e gravar cores e recordações morrendo de amor. É lembrar de um cachorro caramelo escuro que por nada andou junto, e brincou de afeto. Ver um filme merda por horas só porque, amor.

Porém, amar também é saber se ligar de quando deixar quaisquer pingos encontrarem seus "is". É correr de concorrência, porque de indecência já basta as da gente mesmo. Amar é Segurar a onda no osso da falta que faz um amor que não retruca. É não olhar nada não importa o gasto, o custo ou a ambição.

Amar é saber se amar e deixar ir quem não liga, quem te troca, quem debocha e só diz tarde demais. Amar é saber que melhor é um amanhã incerto do que a incerteza de ser trocado por alguém - possivelmente - melhor.

Amar é servir a si mesmo, é buscar um mundo acordado porque o sonho ideal é inalcançável. É realizar que de amor não se morre, e só quem vive de amor é quem na verdade sabe que amar também é deixar quem se ama ir embora.

Amar é um tantinho de cada vez. É pau, é pedra é uma saudade de sorriso. É uma saída do caminho, é um aviso de "vou chegar". 


Amar é suspirar o tédio, tomar um remédio e viver esse não, e tudo bem. 

Amar é manso, é um esquecimento constante, é um riso ausente cortante, é um pouco até de sofrer. E se quem não soube o quanto eu amava, ficou sem saber, que seja.

Porque amor, de sobra, eu tenho.

E quem não soube receber, não faz de mim ter culpa.


Amor é demonstrar, e isso eu fiz. Tanto que até cansei.

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