28 de junho de 2011

Escrevo

Escrevo sim!!

a escravidão de não ter nenhuma palavra me mata de angústia

Escrevo sim!!

porque tenho alternativas que as novas guerras de sempre me trazem

Escrevo sim!!

Salvando como rascunho o paraíso perdido que perdido se achou

Escrevo porque sou ainda jovem

Pequeno príncipe poeta, acharei minha rainha

Escrevo?

De algum lugar a ironia do amor me toca

E dentre demônios e silêncio

Meu lugar fica concreto.

E sou apenas a imagem do espelho de quem sabe alguma vez alguém

me amou de verdade.

Ansiedade

Mandarei encantar meu violão
assim
com a mágica da canção
expulsarei os mil demônios
que perturbam meu sono

Tentarei escalar os horizontes
dessa forma
com o sereno da vista
arrumarei os tantos pesos
que dificultam meu sonho

Encontrarei
sem pranto ou pressa
o sentido figurado

da ausente beleza singela
perfeita harmonia
que tudo pode
e não se deixa achar fácil

16 de junho de 2011

Em um bom dia,

Tudo deve ser permitido...
da partida ao pouso, planar em toda sua atitude

altitude!? Bem infinita, definida.

Hoje sou um vampiro as avessas, entregando minha vocação ao sol.

Quem sabe a lua me busca, entrega sua falta às canções...

Mas hoje é um bom dia.

14 de junho de 2011

Quem fica acordado em certas horas?
a brisa calma da madrugada
que precede o beijo frio da manhã

é como um grande amor
que me adora e me odeia
e confunde

quem pode dormir em certas horas?
o tempo tão lúcido, tão verdadeiro
é tudo o que eu queria ser

é como cantar sozinho
o hálito da melodia atirada sem cuidado
pra lugar nenhum
música que adora e odeia
e confunde

nada fica com tudo pra sempre
o arco-íris apontando o caminho do tesouro
que está bem em frente
no final daquele espinho
que como exemplo adora ou odeia
mas não confunde

No-Sense

Escrever coisas abstratas
são pássaros no fundo do mar
correndo no universo
do verso bem feito
em teclas de piano
tocadas por lugar nenhum
onde palpites encontram
as chaves das portas sempre abertas
dos campos sem muros
aqueles do cais do porto
de carros de feira
dormindo sempre despertos
de sonhos sonhados
que há muito tempo agora
contam os segundos
os primeiros passaram antes
logo após os últimos
que serão os mesmos primeiros
a escutar os mudos cantarem
apertando os pescoços da experiência contemporânea
moleques exibidos tomando um porre de realidade
e sem nenhum copo de papel
mostrando roupas quadradas na sociedade
hexagonal escondida sem forma definida
vai café ae?
completa patrão?
Uma overdose de lucidez
os passáros no fundo do rio
são pinguins
escrevendo coisas sem sentido

10 de junho de 2011

Por que tão longe
por que não hoje
a manhã já chegou o perfume da noite acabou

Por que não morre
se não socorre
desenhei um clichê enxerguei que a cor desbotou

agora o que fazer
se só sonho com você
vou pedir pra dormir novamente

por que acordo se não te encontro
eu queria sonhar
se pudesse escolher
sonhava com você

Por que tão jazz
se eu quero blues
nosso som ralentou sem fazermos o refrão

Uma música de Teto Fernandes e Luiz Mário

8 de junho de 2011

Plenitude

Vou correr em teu corpo perfeito
meus dedos usados como bisturí
e de forma cirúrgica

com um sopro de ar
colocar desejo dentro de ti

vou acariciar teus seios
com a precisão de uma rosa
sem espinhos

segurar teus cabelos
com força deliciosamente
delicada

Vou beijar teu ventre
tocar teu regaço
invadir teu corpo
com estudada deliberação

vou olhar teus olhos
semicerrados
como a lua espiando entre nuvens
Vou sussurrar insanidades
coerentes aos teus ouvidos

enfim

vou te dar a plenitude
com a beleza
de um poema

Bares são flores

Todos são flores quando em uma mesa de bar..

flores tao loucas a se embebedar.

E de tão bebadas, cantam suas dores
mostrando suas pétalas coloridas de um vazio daltonico,
são só flores.

Mesmo assim despimos suas metáforas, manchadas de
pólen e espinhos...

e admiramos a beleza com que a despimos, cantando na mesa de
bar suas dores
seus sentidos, sua cor e seu perfume.

O sol nasce e ainda é noite para as flores,

até que encontremos um perfeito jardim, onde bares serão resposta...



Camila Pires Fermino/Luiz mário de freitas
e dos ventos que vieram mudar a madrugada, busquei a brisa de temperatura mais suave...
são constantes, mas jamais vistos
de forma que mudo
mesmo sem falar
mesmo a semente, vira muda
e muda em planta
tudo é mudança
assim como os ventos, que mudaram a madrugada, trocam a direção
e a noite se torna manhã
me torno mudo
pois foram-se as palavras de ontem...

7 de junho de 2011

Amar ao amanhecer,
e ser perfeito...

sentir a brisa leve,
e ser cantor...

saudar aos beijos,
e sou canção...

Contemplo a lua, fiel companheira,
que amiga
encaminha minhas mal pensadas linhas

e ser único
ser poema
ser pincel

6 de junho de 2011

Vôo

Onde será que as asas levarão meus conceitos, novos em folha?

Aquele pássaro marcado pela fúria do sol voa

Livre

Em agradável metamorfose,
talvez busque novos pousos... Mas agora voa solo

Dedilhando seus ventos. Seu céu

Sem nuvens, medo ou satisfação exagerada...

Apenas dono de toda a imensidão azul que suas asas podem tocar...

2 de junho de 2011

Quero II

Quero

Acordar e descobrir sua presença em novos horizontes
recriar sorrisos ao alcance de seu (meu) gosto

Quero
Delirar em sua volta
renascendo a cada brilho com que seus olhos me presentearão

Quero

Regar as dádivas de meu mundo
Descobrir (talvez enfim) seu verdadeiro nome

e que possa dissipar todas as culpas

em teu seio, olhos, mente

Se "eu" inteiro...

Vê se aparece um dia pra mim...
Amar ao amanhecer, é ser perfeito

Sentir a brisa leve

(me leve)

E ser cantor

Saudar a tarde, seus beijos

Sou canção.

Contemplo a lua, fiel companheira, que amiga encanta minhas mal pensadas linhas

e ser único.

ser poema.

ser pincel....