12 de dezembro de 2011

Carta ao whisky

Difícil entender que vou ter que só te olhar de longe agora,
Não poder sentir teu gosto em meus lábios...

Nossa história é antiga, visceral.

De quantas memórias abri mão apenas pelo conforto de tua presença?
Quantas palavras marteladas madrugada afora, músicas perdidas, rostos anônimos...

Mas enfim, como sempre soube, meu corpo cansou-se de ti. Renega o falso conforto que me proporcionas. Estou fora.

Quem sabe, se o futuro me for generoso, te encontro copo adentro, n'algum lugar...

Mas por enquanto não dá.

29 de outubro de 2011

Carta ao meu avô

Meu avô:

Eu sou um bosta.

Simples assim.

Não dou valor ao que me é mais impossível...

ao que me é mais caro.

Por que, ó céus, a reunião é sempre mais importante? Não planejei assim.

O que me falta, meu vô? Amor eu tenho, incondicional, linear, inconstante,

Eterno.

Tenho um pouco de ti , e todos os nossos tem um algo de Luiz Mário.

Ahh, nosso elo... Sempre estou em casa com os meus, mesmo quando moram longe.

Se fosse pra melhorar, queria de volta vocês que foram embora, meu vô. Baita sacanagem deixar a gente aqui, morrendo de saudades, e eu nem te posso mostrar minha guitarra. Ah Mário Teixeira, se tu visse tua bisneta hoje... não sei mensurar o quanto tu seria um homem orgulhoso.
Imagina, meu velho, teimosa igual ao velho Mário, com a cabeça do Pi...

Até mais meu velho.

Luiz Mário

Ps: Ainda te devo uma música. =P

14 de outubro de 2011

Reticencias...

Quem sabe continua cedo demais para um vinho enquanto o sol desperta os cinco monstros de olhos verdes.
As vezes a pressão sufoca...
Serão suas garras afiadas que irracionalmente tecem comentários? Morro só de pensar em suportar olhares mudos, arredios, que colam em outdoors:

"Culpado! Ingênuo!"

e desculpas são o mesmo que nada, vícios...
Mentiras, atitudes teatralmente definidas entre aceitar e conceder - Perdoar ou pedir perdão -
Pagar o preço:

"Escolha!"

Não se pode escolher entre coisas distintas...

Não há semelhanças entre o frio e a curiosidade, o delírio e o aconchego , som e a simpatia, o bom e a força...
Não existem limites para a compreensão, assim como fronteiras para a intolerância...

Todos o são por um motivo, não nos cabe o julgamento. Ponto.

No dia que entendermos as diferenças, o mundo será mais que reticências em um devaneio...

26 de agosto de 2011

Agonia e vida

A noite agoniza.

Zumbis sonolentos

invadem a área do porto.

Arco-íris multicolorido acende a Praia da Vila.

Corpo apagado, meu dia não brilha.

Mãe, me deixa dormir!

Meu calvário já vai começar.

Meu blues agoniza.

Um último gole esvazia meu copo.

A fumaça do último cigarro,

na Zimba, some no ar.

Do Kinka’s Bar.

Mãe, me deixa dormir!

Meu calvário já vai começar.

Operários do porto

invadem meu sonho.

Meu quarto, minha noite.

Minha guitarra, minha paz:

minhas mulheres da beira do cais.

Mãe, me deixa dormir!

Meu calvário já vai começar.

Um quarto escuro remoça minha noite.

Fedor de cigarro.

O álcool em meu travesseiro.

Minha cama, meu disco de blues.

Sonhos noturnos, borboletas azuis.

Mãe, me deixa sonhar.

Me deixa minha noite.

Me deixa viver.

Luiz “Pi” de Freitas

Zimba, 21/08/05

19 de agosto de 2011

Leve

Bem leve vento

pra algum lugar onde a paz me alcançe

assim, livre das tensões,
passageiras comuns, de melodias agressivas

me leve, vento

mas, cuide, não me empurre!

preciso de timbres mais leves

assim, consigo simplicar meu labirinto...

Com calma voltarei a singrar todos os mares que me permitir


Bem leve...

21 de julho de 2011

Cores

Meus versos são tintas,

colorindo o preto e branco nas páginas antes vazias...

Meus sorrisos são acordes,

caminhando entre olhares ocupados...

Raciocino, dedilhado em puro instinto.

Minhas palavras são pincéis, não exigem entendimento.

Apenas são, sua própria razão de (co)existir.

19 de julho de 2011

Olhares

E quais serão os olhares, quando aplicados à princípios?
Pequenos versos rabiscados nos espelhos dos lençois.
Tenho toque, serão meus olhos mesmo no escuro, calada na noite.
Intrínsecos serão os sentidos, ocultos, assim que clareia o dia;

Deixe-me estar, enquanto a suave sensação de você se faz presente

Meu presente

As vezes ausente, suaves momentos

constante, e no encontro, somente...

Enfim, quais serão os melhores?

Olhares?

Versos? Lençois?

Ou então rabiscos de uma madrugada que contra a vontade,

Chegou ao seu final...


Uma poesia de Luiz Mário de Freitas e Fábio Hazard (Casos e Acasos)

13 de julho de 2011

Sendo assim

sendo assim
ainda tenho minha sobriedade
desleixado
como tudo que já vem comigo
não preciso lembrar de nada
é tudo um efeito caleidoscópio
com luzes em preto e branco

mesmo assim
ainda vivo intensidade
arrumado
como tudo que já foi comigo
nem preciso arrumar mais nada
não há mais nem existe tempo perfeito
com meus sonhos em cores mudas

só me resta


(o que me mantem a sanidade)


o prazer de todas as canções


Poema escrito alguns anos atrás...

28 de junho de 2011

Escrevo

Escrevo sim!!

a escravidão de não ter nenhuma palavra me mata de angústia

Escrevo sim!!

porque tenho alternativas que as novas guerras de sempre me trazem

Escrevo sim!!

Salvando como rascunho o paraíso perdido que perdido se achou

Escrevo porque sou ainda jovem

Pequeno príncipe poeta, acharei minha rainha

Escrevo?

De algum lugar a ironia do amor me toca

E dentre demônios e silêncio

Meu lugar fica concreto.

E sou apenas a imagem do espelho de quem sabe alguma vez alguém

me amou de verdade.

Ansiedade

Mandarei encantar meu violão
assim
com a mágica da canção
expulsarei os mil demônios
que perturbam meu sono

Tentarei escalar os horizontes
dessa forma
com o sereno da vista
arrumarei os tantos pesos
que dificultam meu sonho

Encontrarei
sem pranto ou pressa
o sentido figurado

da ausente beleza singela
perfeita harmonia
que tudo pode
e não se deixa achar fácil

16 de junho de 2011

Em um bom dia,

Tudo deve ser permitido...
da partida ao pouso, planar em toda sua atitude

altitude!? Bem infinita, definida.

Hoje sou um vampiro as avessas, entregando minha vocação ao sol.

Quem sabe a lua me busca, entrega sua falta às canções...

Mas hoje é um bom dia.

14 de junho de 2011

Quem fica acordado em certas horas?
a brisa calma da madrugada
que precede o beijo frio da manhã

é como um grande amor
que me adora e me odeia
e confunde

quem pode dormir em certas horas?
o tempo tão lúcido, tão verdadeiro
é tudo o que eu queria ser

é como cantar sozinho
o hálito da melodia atirada sem cuidado
pra lugar nenhum
música que adora e odeia
e confunde

nada fica com tudo pra sempre
o arco-íris apontando o caminho do tesouro
que está bem em frente
no final daquele espinho
que como exemplo adora ou odeia
mas não confunde

No-Sense

Escrever coisas abstratas
são pássaros no fundo do mar
correndo no universo
do verso bem feito
em teclas de piano
tocadas por lugar nenhum
onde palpites encontram
as chaves das portas sempre abertas
dos campos sem muros
aqueles do cais do porto
de carros de feira
dormindo sempre despertos
de sonhos sonhados
que há muito tempo agora
contam os segundos
os primeiros passaram antes
logo após os últimos
que serão os mesmos primeiros
a escutar os mudos cantarem
apertando os pescoços da experiência contemporânea
moleques exibidos tomando um porre de realidade
e sem nenhum copo de papel
mostrando roupas quadradas na sociedade
hexagonal escondida sem forma definida
vai café ae?
completa patrão?
Uma overdose de lucidez
os passáros no fundo do rio
são pinguins
escrevendo coisas sem sentido

10 de junho de 2011

Por que tão longe
por que não hoje
a manhã já chegou o perfume da noite acabou

Por que não morre
se não socorre
desenhei um clichê enxerguei que a cor desbotou

agora o que fazer
se só sonho com você
vou pedir pra dormir novamente

por que acordo se não te encontro
eu queria sonhar
se pudesse escolher
sonhava com você

Por que tão jazz
se eu quero blues
nosso som ralentou sem fazermos o refrão

Uma música de Teto Fernandes e Luiz Mário

8 de junho de 2011

Plenitude

Vou correr em teu corpo perfeito
meus dedos usados como bisturí
e de forma cirúrgica

com um sopro de ar
colocar desejo dentro de ti

vou acariciar teus seios
com a precisão de uma rosa
sem espinhos

segurar teus cabelos
com força deliciosamente
delicada

Vou beijar teu ventre
tocar teu regaço
invadir teu corpo
com estudada deliberação

vou olhar teus olhos
semicerrados
como a lua espiando entre nuvens
Vou sussurrar insanidades
coerentes aos teus ouvidos

enfim

vou te dar a plenitude
com a beleza
de um poema

Bares são flores

Todos são flores quando em uma mesa de bar..

flores tao loucas a se embebedar.

E de tão bebadas, cantam suas dores
mostrando suas pétalas coloridas de um vazio daltonico,
são só flores.

Mesmo assim despimos suas metáforas, manchadas de
pólen e espinhos...

e admiramos a beleza com que a despimos, cantando na mesa de
bar suas dores
seus sentidos, sua cor e seu perfume.

O sol nasce e ainda é noite para as flores,

até que encontremos um perfeito jardim, onde bares serão resposta...



Camila Pires Fermino/Luiz mário de freitas
e dos ventos que vieram mudar a madrugada, busquei a brisa de temperatura mais suave...
são constantes, mas jamais vistos
de forma que mudo
mesmo sem falar
mesmo a semente, vira muda
e muda em planta
tudo é mudança
assim como os ventos, que mudaram a madrugada, trocam a direção
e a noite se torna manhã
me torno mudo
pois foram-se as palavras de ontem...

7 de junho de 2011

Amar ao amanhecer,
e ser perfeito...

sentir a brisa leve,
e ser cantor...

saudar aos beijos,
e sou canção...

Contemplo a lua, fiel companheira,
que amiga
encaminha minhas mal pensadas linhas

e ser único
ser poema
ser pincel

6 de junho de 2011

Vôo

Onde será que as asas levarão meus conceitos, novos em folha?

Aquele pássaro marcado pela fúria do sol voa

Livre

Em agradável metamorfose,
talvez busque novos pousos... Mas agora voa solo

Dedilhando seus ventos. Seu céu

Sem nuvens, medo ou satisfação exagerada...

Apenas dono de toda a imensidão azul que suas asas podem tocar...

2 de junho de 2011

Quero II

Quero

Acordar e descobrir sua presença em novos horizontes
recriar sorrisos ao alcance de seu (meu) gosto

Quero
Delirar em sua volta
renascendo a cada brilho com que seus olhos me presentearão

Quero

Regar as dádivas de meu mundo
Descobrir (talvez enfim) seu verdadeiro nome

e que possa dissipar todas as culpas

em teu seio, olhos, mente

Se "eu" inteiro...

Vê se aparece um dia pra mim...
Amar ao amanhecer, é ser perfeito

Sentir a brisa leve

(me leve)

E ser cantor

Saudar a tarde, seus beijos

Sou canção.

Contemplo a lua, fiel companheira, que amiga encanta minhas mal pensadas linhas

e ser único.

ser poema.

ser pincel....

31 de maio de 2011

Na fumaça que solto
há um quê de
deliciosa fuga
pra recantos
de
misteriosa solidão.

E meu cigarro se
faz caminho
por onde gasosa
mente flutuo
qual bêbado
se equilibrando
por entre os normais.
Aquele gato
preto
mia apaixonado pela lua
branca.
E quer
que ela seja dona
de seu coração faminto.

Assim,
eu penso,
sem saudosismo antigo,
como é gostoso
não ter lua no céu.

Durmo tranquilo
sem gato
preto
ou lua
branca.
valentes ases
damas da noite

velando seus reis

mundo, me liberto

a intenção de quem quero

saboroso acaso

encontrando seu par

mundo, me liberto

Riscos

apostas

violenta probabilidade

o mundo é paixão

riscos

amor

venha mundo que estou liberto

28 de maio de 2011

Vento cortante

Me corte, vento

levando as mágoas passadas em passos simples

são passadas, então não magoam mais.

Quando minha aurora explicar seu anoitecer,

me force, vento

aquele projeto de ser, morreu...

Colidiu explosivo contra a macia carne de meus singelos sonhos...

Acorde! Vento...

Sinto-me renovado

Incentivado pela sua inexorável indiferença, volto a ser...

Volto as flores...

Todas elas serão minhas.

24 de maio de 2011

A vida é bem curta

Viver
é o melhor que podemos fazer
se nos entregamos a mercê dos ventos negros
acordaremos no olho da tempestade
cômodo, ficar ao sabor da chuva
que apenas alimenta um vazio que parece não ter fim
somente lutando contra o conformismo de que não conseguiremos nada
podemos alcançar um porto seguro
feito de sonhos
sorrisos
amores
enfim
um nascer do sol

13 de maio de 2011

O tempo sabe, o tempo vê
parecia uma criança na janela
esperando alguém chegar...

mas eu sou forte
o que me espera
são os frutos desse sonho caprichoso,

só sei teu cheiro

Caberá ao certo saber se você poderia me encontrar
na outra estação

e se acaso

passar tempo demais

vou fingir que não há nada
que eu não ligo pra ninguém
pode ser que não demore

pra cura, pra cura aparecer

é mas eu sou forte
e alguém me espera
e eu carrego as marcas de um passado carinhoso
são as marcas
só as marcas

Caberá ao certo saber se você poderia me encontrar
na outra estação

e se acaso

não for tarde demais

só as flores vão voltar

9 de maio de 2011

Ontem

Desperto, bem vindo novo dia

meu remédio são horas que correm

Não é a primeira vez que o mundo gira, meu garoto.


Pois não sei? Com o tempo, ontem se afasta...

E de que forma? Perdendo a nitidez até que sobrem detalhes, e nos detalhes ficarão argumentos falhos ou apaixonados...

Como será amanhã?

Cinzento? Alegre? Espero que tenhas perfeita simetria... Todos os dias merecem felicidade...

Sóbrio delirio, encarno-me no que virá...

Não será melhor
ou pior

Diferente.

Me parece, caro Poeta, que teu ontem desbotou...

7 de maio de 2011

So long, and thank you for all the fish

Agora que você se foi
onde fica meu apego?

Sei que vou achar, outras, entre as nuvens

mas agora só sei pensar: "Não é você."

Então, especial pra mim...

Começo a sentir o agridoce da saudade, que se apresenta permanente por agora...

Na espera por findar o sentimento, eu o torno mais voraz, do nada meu espaço tão apertado se torna um campo vazio de proporções estelares.

Mais uma vez, "reseto"

Sempre assim, os erros se acumulam e acabam por superar os acertos mais fulminantes.

Triste, mas então tá, ficamos por aqui, no outono.

20 de março de 2011

E na sua delicadeza, meu turbilhão de idéias me separa

sou uma tempestade

Bebo cada gole de verdade engarrafada

Desafios? Mande-me todos, mas no café da manhã...
estou sem estômago.

Mais meias-inverdades. Minhas...

9 de março de 2011

Singular

Bem leve, vento.

Para algum lugar onde a paz me alcançe...

assim, livre de tensões...
passageiras comuns em melodias agressivas.

Me leve, vento

mas, cuide, não me empurre!

preciso de timbres mais leves,

de tons que simpliquem meu labirinto...

Com calma voltarei a singrar todos os mares que me permitir


Bem leve...

13 de fevereiro de 2011

Tiuôôôôôô

Boa vinda, Maitê.

Veja, nem sei como te escrevo, quais são tuas vontades, tuas verdades... Porém espero que tenhas nascido bem, e sei que o colo da tua mãe e de teus avós foi a acolhida perfeita para sua estréia nesse "mundão de Deus". Eu não poderia pensar em uma melhor. Então quero que:

Tenhas saúde eterna.
Tenhas um tio rico.
Seja vascaína. (ó, pobre sofredora)
Sempre uma secreta comunista, sempre! O velho Mário Teixeira vai te olhar do além e saber.
Buscar cerveja para o tio. Se o tio não puder mais beber, busque um violão.
Se o tio véio não saber mais tocar, mate-o.

Agora você faz parte de uma exclusiva e privilegiada parcela da humanidade, neta da Marisa e do Pi, junto da minha Júlia.

Boa vinda, garotona do Tio.

Revisão

Vou fugir daqui, pra bem longe

onde seu sonho não possa alcançar

meu som...

Preciso de paz...

até a fogueira cansa da roda

e se deixa morrer.

5 de fevereiro de 2011

Inspiração

Onde foi parar
aquele tempo

Ele sabia
ia

tentar escrever.

Junte o tempo, o espaço ao redor
não adianta fugir da canção

minha cabeça tá girando
pra onde foi essa inspiração...

Não volta mais
Acorda cedo

Ele sabia
ia

tentar esquecer.

Junte tudo e jogue fora
não tem sentido roubar um coração

minha cabeça tá girando,
pra onde foi essa inspiração...

Alguns olhos não podem ver
é invisivel como foi pra sempre

Meu mundo já mudou,
Onde foi essa inspiração?

27 de janeiro de 2011

Grafite

Permita-me a persuasão
assim como roma venera o coliseu
é sincero o meu olhar
me apega cada lágrima sinuosa

Minha saudade queimaria em público
pálido gesto, em todo mundo

instintiva ponderação

Adoro quando libertamos o paladar,
assim...
provocando sabor nas emoções

eletricidade

Meu elemento é teu, fogo!

Disparo! Atiro-me a primeira esquina, percebe-se que nenhuma resposta me permite

Um universo meu pecado

Até as estrelas precisam de um manto escuro que as destaquem

16 de janeiro de 2011

Mudaram os signos!!

Fonte

Segundo a reportagem acima, os signos podem ter mudado. Então não serei mais de câncer, e sim de gêmeos. Minha filhota e minha irmã passam de escorpião para libra, que era o signo dos meus pais, que agora são de virgem. E o meu irmão não é mais sagitário, agora ele é serpentário. Rá, massa essa.

6 de janeiro de 2011

Tiras

Nada como acordar cedo e caminhar pelas avenidas dessa bela vizinhança
Só olhando

parece comigo quando era jovem

Temos tudo ao nosso alcançe, mas colocamos preços

Autômatos, escravos do próprio vazio existencial...

Vivemos em harmonia e respeito, até o primeiro de nós cair no tédio, e quando os planos vão por água abaixo, vagamos a deriva em um oceano revolto.

Procrastinação?

Navegar ao sabor do vento em direção ao horizonte infinito. Fecho olhos, me afogo em um silêncio ilusório, porém confortante. Minha indumentária é o líquido primordial no qual estou mergulhado.


É prazeroso me afogar na imensidão do vazio. É o MEU vazio...

Abro os olhos e a realidade vem...

Ruidosa e colorida.


Então torno a fechá-los.

Já não suporto as cores...



Tirei as palavras para esse poema do site do Galvão

4 de janeiro de 2011

Como será?

Novo em folha?

Talvez um pouquinho conhecido, familiar.

Confortável, Impassível.

Jovens, sempre tão sem paciência...