23 de maio de 2010

Recinto

horas da manhã


orvalho

sérios momentos de pura

louca inspiração

expiradas por tudo

inclui



em minha mente de sussurro leve


o poeta que vive
em mim

vira sóbrio



na lembrança



de que você (alguem)



pode estar



sonhando com (ele) eu, poeta.

11 de maio de 2010

Caro Dunga

Tu é muito burro teimoso. Qualquer um dos outros seis anões escalaria uma seleção melhor.

5 de maio de 2010

Alegorias

Fodam-se os demônios alados.
Dormi tranquilo essa noite.
Droguei-me vendo coisas enquanto ressonava.
Sonho alucinógeno.

Minhas drogas são as sensações que me cercam
em que, queiram ou não,
são meu vinho, meu pão.

Fodam-se as migalhas da noite,
consciência velou meu delírio.
Esse, que diz: "quem sabe amanhã o futuro continua mesmo assim, incerto".
É deserto.

Mas, é bem ali, no deserto do futuro
(folhas brancas sobre a rima da bobagem do muro),
que nascem
as poesias.

Aquelas, sombrias, que já não têm o teu nome, e somem,
agora são poemas de alegria.

E que se foda a alergia.