29 de outubro de 2011

Carta ao meu avô

Meu avô:

Eu sou um bosta.

Simples assim.

Não dou valor ao que me é mais impossível...

ao que me é mais caro.

Por que, ó céus, a reunião é sempre mais importante? Não planejei assim.

O que me falta, meu vô? Amor eu tenho, incondicional, linear, inconstante,

Eterno.

Tenho um pouco de ti , e todos os nossos tem um algo de Luiz Mário.

Ahh, nosso elo... Sempre estou em casa com os meus, mesmo quando moram longe.

Se fosse pra melhorar, queria de volta vocês que foram embora, meu vô. Baita sacanagem deixar a gente aqui, morrendo de saudades, e eu nem te posso mostrar minha guitarra. Ah Mário Teixeira, se tu visse tua bisneta hoje... não sei mensurar o quanto tu seria um homem orgulhoso.
Imagina, meu velho, teimosa igual ao velho Mário, com a cabeça do Pi...

Até mais meu velho.

Luiz Mário

Ps: Ainda te devo uma música. =P

14 de outubro de 2011

Reticencias...

Quem sabe continua cedo demais para um vinho enquanto o sol desperta os cinco monstros de olhos verdes.
As vezes a pressão sufoca...
Serão suas garras afiadas que irracionalmente tecem comentários? Morro só de pensar em suportar olhares mudos, arredios, que colam em outdoors:

"Culpado! Ingênuo!"

e desculpas são o mesmo que nada, vícios...
Mentiras, atitudes teatralmente definidas entre aceitar e conceder - Perdoar ou pedir perdão -
Pagar o preço:

"Escolha!"

Não se pode escolher entre coisas distintas...

Não há semelhanças entre o frio e a curiosidade, o delírio e o aconchego , som e a simpatia, o bom e a força...
Não existem limites para a compreensão, assim como fronteiras para a intolerância...

Todos o são por um motivo, não nos cabe o julgamento. Ponto.

No dia que entendermos as diferenças, o mundo será mais que reticências em um devaneio...