30 de novembro de 2012

Adeus, meu pc

Recebi um telefonema, e presto nesse momento uma singela homenagem:

A aqueles que partem depois de tantas alegrias... Me deixam de coração apertado.
Adeus, placa-mãe, sempre adorei como você unia todos em uma só função...
Adeus, processador, coração de meu pc, você foi fundamental em grande parte da minha vida...
Adeus, memória, seus gigabytes fizeram a alegria de muitos aplicativos nessa estrada

lógica...
E por fim, minha preferida: Adeus minha placa de vídeo, minha Gforce... Quantos inimigos abatemos, quantos planetas distantes visitamos, quantas vitórias e quantas derrotas compartilhamos.

Sentirei sua falta, maravilhosos artefatos tecnológicos.

Ainda tenho meus Hds, por sorte, mas isso não aplaca a dor (no bolso) da sua perda, meu computador. Viverás para sempre no save game do meu coração.

22 de novembro de 2012



Tudo nos ensina, os tropeços, os fracassos um pouco (muito) mais do que os sucessos. É assim que aprendemos... Nunca escutamos quando a experiência de outros nos sussurra: "vai dar merda." É só quando tropeçamos nas próprias pernas que olhamos o horizonte, e debaixo de chuva, raiva,ternura e lágrimas podemos nos levantar e saber que aquilo foi uma lição: "não erre outra vez.

E, em algumas nobres, raras e sujas vezes, passamos para o tal lado negro da força, e mostramos, didaticamente, que algumas ações não tem volta. Algumas  palavras não deviam ser levadas a sério, enquanto o silêncio de outras deveriam ser analisadas... Faz parte.

Somos professores dos que nos cercam, e nossa (fulgaz) angústia vale a pena, pois somos peças fundamentais dentro dos futuros erros (acertos?) dos que nos foram importantes... Vale a pena, pois tornar alguém (nós mesmos) melhores é prioridade, quase que nascer de novo.

É curioso. Consertamos os outros para os outros. E para nós, esperamos alguém que foi consertado por erros passados... Nem sempre é possível, mas fazemos nossa parte. É assim, foi e sempre será. Nosso mundo é movido por erros. Acertos não ensinam, acertos mostram que estávamos certos, e estar certo só alimenta o ego. Merda né?

Então remamos, pobres mortais. Remamos em busca daquela inalcançável calmaria, até que as cicatrizes dos remos nos mostrem que ela é uma utopia, que sempre haverão tempestades no caminho. 

Remaremos, tolos, fracos e hipócritas, até que tarde demais, teremos o insight

não existe o perfeito

Mas não esmoreçam, remadores... Tudo pode ser, todos podemos ter. Basta olhar o tal horizonte, basta lembrar, nada é do jeito que gostaríamos.

Podemos errar todas as vezes, só temos que acertar uma. Uma só.

19 de novembro de 2012

Inverno

Agora revolto fica meu brilho
lembrado de vezes em que sonhei
sempre com tantas pessoas

Mais uma vez recomeço uma trilha
antiga
sempre diferente, sempre a mesma procura

Será que cometerei os mesmo erros?

Tenciono me manter a altura de todas as graças
continuar sonhando com o amanhecer

A noite é linda, e a brisa tras o perfume do verão
no meio da estação das flores

E o inverno, que ficou guardado em n`algum lugar me fez sorrir

E meu sorriso se reflete em meus olhos

Todos verão, todo o verão...

12 de novembro de 2012

Ar

Deus, me dê ar

Necessito daquele sopro novo, que persiga-me

Mesmo hábil não se revelará, e a espera é tão longa que engasga

queimaria minha garganta

nubla meus olhos

enquanto despeço-me do crepúsculo, que vai distante.

Deus, me dê ar

em forma de poesia, música e noite, que persiga-me

Tira esse peso que comprime, que amo e odeio

aliviaria meu coração

cantaria meus sonhos

povoaria meus ovidos

enquanto penetro a madrugada, que se mostra escura e acolhedora

Preciso de tudo de novo

6 de novembro de 2012

Sou

Sou sentimental

e se é pra ser, que todos os ventos soprem forte

pois se me sinto fraco, é como se o próprio tempo caisse em prantos

Sentimental

foi

e se foi bom, que todas as cores cantem alto

pois se me permito novo, é como se a própria melodia navegasse perfeita

Sentimental

será

e se será perfeito, que todos os dias perfumem o futuro

pois se me permito feliz, é como se o próprio apocalipse (interior?) se torne sorriso

Sentimental