29 de agosto de 2010

19 de agosto de 2010

Balada

Toda noite é a mesma coisa
Triste é pura realidade

Quem tenta mudar a razão?
Mudam seu nome

tributos.

Mas mudam-se as cores na parede
mudas as caras
aumentam os preços

O fim a noite é um acontecimento uniforme...

Pista

Coração de tudo

pulsa, sempre, continua pulsando...

envia a seiva noturna, referência de quem está,

Protagonista que justifica toda a burocracia em volta.

Bar

Marca a passagem

Na metamorfose de um mundo seguro - lá fora -
esquenta a apoteose

da pista.

Climax

é o encontro

um papel em branco
levanta tapetes mágicos...

É o encontro...

16 de agosto de 2010

Poético I

Aquela flor branca
- teu sorriso meigo

cativa meus
passos bêbados -

caiu em meu
regaço

- espaço meigo

esperando -

como um sopro
de brisa leve

- teu sorriso meigo

flutua em
pensamentos bêbados-

a desarrumar meus
versos de amor
- espaço meigo


esperando.



Luiz de Freitas

10 de agosto de 2010

Todas as coisas do mundo

Admiro o espanto! Medo!
O receio é secular, secundário,
Te jogam e você nem percebe
tudo em paz.

Promessas imaginadas,
histórias que nunca se realizam
impulso, mestre da razão
Sim! Coexistir é "destemperar" o deserto futuro

Puta que pariu! Como és medrosa!!
Caminhas corajosa entre covardes
zumbis, vil verdade
Todas as ações são aventuras, merecedoras

ar(r)iscas...(?)

Forjados, riscos de marfim
perfeita idéia em solução própria

E se querer espontânea?
Palavra destemida, estímulo!
Olhar, resposta, momento!

não sabes diferenciar condicionamento operante de coisa alguma

arriscar é descobrir, viver

Conhecer

Todas as coisas do mundo.

Essa poesia foi feita com as palavras de Natália Castanharo.


8 de agosto de 2010

Faminto

A madrugada me inveja quando tenho o chão aos meus pés
Ela não pode
está presa ao céu dormente
da noite

A madrugada me incentiva quando chove no meu quintal
Ela não pode
está acorrentada as nuvens escuras
de chuva

A madrugada me entrega as estrelas quando quero
Ela não pode
as estrelas são pequenos sóis
feitos de noite

A madrugada é o paladar adormecido, no longo dia
escreveu mais um capítulo
Ela pode sim
a vida é um poema
feito de gesto, cheiro, som;
Feito de vida

4 de agosto de 2010

Entrega

Eu

Tenho a sorte do poema
que encanta
mas se alimenta
da falta de alento

Eu

Sofro do mal do mesmo
que expressa
de maneira timida
sempre sem gritar

Eu

Vivo a noite do poeta
que entrega
todos os mistérios da madrugada

Porém, sem jamais me deixar

tocar as estrelas

Filho

Quando nasci, pai

Desfrutei teu amor Mãe-Marisa

Tive o presente maior

e a ternura tua , minha avó Dilma

que poderia ser capaz de ter,
sou seu legado

Teu neto, meu velho Mário

Quando vocês

Meus amores

se forem
vai-se meu
chão florido,
de vida perfeita

Minha prima-vera

Porém
Meu momento sublime,

Melhor aurora

Meu grande presente
este, sim
viverá, orgulhosa e eternamente comigo.

Sou de vocês

Sou seu filho.

3 de agosto de 2010

Carma decifrado

Se a pena que escreve a paz pode ser relativa
que a minha seja pelo menos um pouco justa
se é a pena quem coloca a história em um plano
junto, que a minha continue altruísta,
pois calma, é carma decifrado

se é a pena toda cheia de bobagens naquela cena
que coisa, que a minha acabe neste tópico;
manchado já foi, e o vinil me espera.
E só faltou uma frase...

Nunca a pena escreve
escreve a mão, da paz em pessoa
que pena o carma decifrado acaba
vil tópico manchado de frase, história e sede;
e se não da quinta estrofe, é da fase

da sexta.

Abram as cortinas, lá vem o canto

aquele da frase.

Por do sol sobre as nuvens

Viva

Do alto tudo é tranquilo

E mesmo o casulo que isola protege

sou preso-livre.

Curvo o pequeno céu, irrestrita vontade

Harmonia em chamas, regência impecável.

Vida

Do alto tudo posso

Todas as paisagens - Simultânea presença - invadem delicadamente

Então acaba, eu desço, deixo de ser.

Até amanhã.