5 de junho de 2014

Tempo

E de repente o (meu) mundo move seu eixo

virando

e sinto-me leve.

Deve ser o tal sentido que nunca para,

o fato que respira a oportunidade certa.


E de repente a ocasião pinta sua palavra

vibrando

e sinto-me limpo.

Deve ser o tal andamento que nunca atrasa,

a duraçao de cada parte do compasso.


E de repente (quase que não se nota) o clima esquece a velha estação

vivendo

E sinto-me livre.

Deve ser a tal tempestade que já se vai,

deixando-me leve

limpo

livre.

De forma que o voar alto torna-se uma questão de gosto.