29 de outubro de 2012

Alternando as coincidências

O que é tudo? Nada mais do que o presente suspiro
eu pego meu cigarro, e me sinto dono de tudo
inclusive do mundo ao meu redor
Amor é abstrato, subjetivo
Uma espécie de estado de espírito que não precisa de qualquer explicação

Conselho para a estrada a minha frente: Não me interrompa!!
Eu sou livre, completamente sóbrio
Sou feito da indecisão do que é o mostruário daquilo que não é pronto

De duas exclamações completam a minha mente quase fora do perdido elo:

Louco é a verdadeira verdade vertigem quase vencida
Louco é a luz lâmina lapidada, e eu sou Luiz

Conselho para a espera firme: Forte é o devaneio de todos nós

Eu devaneio

Muito

E do meu devaneio, nasce e cresce a suprema ira

de me querer

um

27 de outubro de 2012

Escrevo!

Escrevo sim!!

a escravidão de não ter nenhuma palavra me mata de angústia

Escrevo sim!!

porque tenho alternativas que as novas guerras de sempre me trazem

Escrevo sim!!

Salvando como rascunho o paraíso perdido que perdido se achou

Escrevo porque sou ainda jovem

Pequeno príncipe poeta, ainda acharei minha rainha

Escrevo?

De algum lugar a ironia do amor me toca

E dentre demônios e silêncio

Meu lugar fica concreto.

E sou apenas a imagem do espelho de quem sabe alguma vez alguém

me amou de verdade.

Judas!

Olá judas

devo lhe(s) agradecer

aquela tua superficial amizade me fez ver a verdadeira face de maria madalena

achei que eras verdade, ledo engano

és Judas!

Então, como vão indo?

posso perguntar?

Valeram as trinta moedas? Essa prata enferruja, sabes bem.

e natimortos se mostram todas as palavras de (falso!) conforto

Judas!

Furaste meus olhos, incentivaste minha ira quando era conveniente aos teus propósitos

os teus estão guardados...

Iscariotes, me digam, valeu a pena?

Esse caminho é perverso, desprovido de honra e respeito

Queria sangue! Mas não sou Cristo, que coisa.

Judas! Afoga-te, ambos.

o diminutivo pelo que te chamam já mostra o valor que tens, são diminutos.

trinta moedas, essa é tua velocidade máxima. Valeu a pena?

Judas! de que vale tal melodia podre?

Não respeitam nem aos teus

Permitam-me, e procurem tua árvore.

Judas, és traidor.

Não sou Cristo.

25 de outubro de 2012

Quintessência

Meu coração é terra
me sustenta de pé
contém rochas sólidas em cicatrizes
é dele que nascem as flores mais puras

Meu coração é água
me mata a sede
cria ferrugem em certos sorrisos
é ele que limpa toda a sujeira

Meu coração é ar
me permite voar
cria forças e leva tudo pra longe
é ele que nutre os corpos de vida

Meu coração é fogo
Me ilumina no escuro
deixa cinzas em tudo que toca
é ele que aquece os que se aproximam

Meu coração é elemento
é sangue
terra
Fluido d'água
oxigênio, ar
fogo em paixão

É quintessência

23 de outubro de 2012

Tempo mau

acordei e percebi as orquídeas de meu quintal castigadas pela chuva

sua delicada e constante agressão delirou minhas flores

ressaca da chuva, forte, impiedosa, nem sempre cai quando é o momento certo

tempo mau!

depois de tantas noites sem dormir, hibernei em paz

talvez estrelas?

Negro horizonte desfere sua ira na delicadeza de quem menos merecia

minhas orquideas... as mesmas que nunca percebi e cresceram

achei que tinhas discernimento, achei que eras diferente

e és só mais uma chuva, igual tantas outras, normal

Tempo mau!

Aquela flor já tinha destino certo

Mas tudo bem, o sistema continua rodando, as janelas terão cores e seus sons, simples e perfeito

Gira mundo, com seu tempo, mau!

Mostra às minhas orquídeas que elas são só flores

molha a terra e seja tempo

tempo mau!

22 de outubro de 2012

Mãe brisa

Mãe Brisa

me acalma, carinhosamente

Mãe vento

me encaminha, solidamente

Mãe fogo

me censura, copiosamente

Mãe amor!

Força!

Ternura!

Matematicamente comprovado.

A melhor brisa que pode existir...

Mãe Brisa

Mãe-Marisa.

17 de outubro de 2012

Dar

Se dar...

sem perceber todos os atos, sem notar como agem os atores

Se dar...

de corpo, alma, poucas flores e muito vinho

tanto quanto não fui quando podia, pregam-se peças

Não contar a ninguém se quer permanecer ou fugir...

Enquanto o mundo pergunta: Por que? Por que? Por que?
Por que não girar as engrenagens?
Por que (não) se deter?

Se dar, é dar tudo. Nada de cartas marcadas, nada de se abrir pro mundo.

Não existe nada pra explicar.

O mundo corre, vai a milhão, e as vezes o (meu, seu, nosso?) coração simplesmente não acompanha mais... Mesmo assim, se dar é se dar.

Só um caminho a trilhar, sendo um pouco louco, lendo o brilho dos olhos, até o fim. Porque se dar, é se dar.

Grato por receber.

Enfim, é quem sabe encontrar alguém que nunca encontrarei, ou já tenha encontrado.


Poema parcialmente inspirado na música Dar és dar, do Fito Paez


14 de outubro de 2012

Saudade, ah doce momento que foge
apenas para que minha lembrança me engane
Capaz assim, de reapresetar um capítulo (não autorizado)... Tenso
É grave o centro,e apertada fica a tal angústia que dá o nó.
Não sai da cabeça. Raro isso.
Acho engraçado, saber o que quer mas hipotéticamente procurar outra coisa, e de repente cansar-se de procurar aquilo que não queria.

Intuição, no mínimo... Mas nenhum louco faz sentido até que seus sonhos se realizem.
foda-se a vergonha, se vão faltar apenas alguns minutos.
Foda-se o interesse, exclamação final... o recado fica no olhar daqueles que te mostram os dentes
e se a tristeza lhe der a mão, vai sem pressa, pois teu coração é maior do que emprestas...

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.
Então assumimos a razão, a casa do desejo é a vontade. Ninguém liga pro perigo...
Amor é quando a paixão não tem
exagero...
Um dilúvio,
desproposital necessidade descontrolada
um desapego?
Talvez
só porque não tem sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar


Poesia de Luiz Mário de Freitas e Wanessa Pacheco

7 de outubro de 2012

Ser quem você não é

E então,

tudo toma seu lugar.

Eu não posso mais me (te) seguir.

Nessa luz, nosso destino se faz tão aceitável...

tão impossível...


Existem algumas coisa que são difíceis de tomar de volta, difíceis de fingir.

nasci, cresci.



Ainda assim tenho sonhos,

cantar tão alto quanto impossível.

Mas, eles não voam tanto quanto estavam acostumados...

Sonhos não lembram de como eram, somente são.


e eles, todos, serão difíceis de tomar de volta. Difíceis de fingir...


e um desses dias, nasci e cresci, assim fácil.



Ainda tenho tempo, fé, destino...

Fronteiras, todas...

tendo espaço, valor

Mas não temos mais um ao outro...

Então, siga em frente

tome seu lugar e mostre seu rosto ao sol, seja quem quiser!

Porque todos serão difíceis de tomar de volta, difíceis de fingir

ser quem você é...