12 de janeiro de 2018

Solo

E se aqui estou em um solo, ainda é por um pouco de imagem

                    talvez


                                   só talvez



Minha alma toque o solo.


E eu solo

           e solo

                      e solo

                                   e nunca fico com os pés no chão...


Imagine? Mesmo sem a posse

                  eu posso


                                  e

                                        solo


                                                 se alma ou se música

10 de janeiro de 2018

Depressa me passe um arpão.
Vou agarrar aquela chance matreira que tenta passar despercebida.

Ih, era só uma decepção, daquelas sutis. Já já outra aparece.

Olha, agora é pra valer: Tem uma oportinudade, por pouco não desandou e sumiu vida adentro...

Ou seria uma monotonia? Quem sabe um devaneio preguiçoso?

E quem liga?

6 de janeiro de 2018

E enquanto meu velho me cobra os poemas que eu tanto queria conseguir escrever
dou desculpas, como se não fosse digno de criar alguma coisa que pudesse estar no seu livro.

"Não consegui escrever nada..." Me desculpo.
"Só hoje escrevi cinco" Diz o mestre, coberto de razão.

Não é sobre "escrever"... é mais ou menos como "sobrescrever"...

Crio um verso sem rima, crio um mundo sem fim. E como criança crio cada verso de meu pai.

Não escrevo, mas escrevo em cada linha que leio e minha mente abriga. És meu, sou teu e somos um, coisa que sempre estivemos destinados: Pai e filho com nome Luiz Freitas. E - único maior desafio - carrego com orgulho ímpar.

E partir (a partir) do princípio de continuar alguma coisa considerada perfeita é sempre colocar a prova aquele poema. É sempre jogar a palavra ladeira abaixo. Ainda assim "roubei" o poema do meu pai como meu.

E ele me deu.

Uma coisa mais valiosa que qualquer coisa material. Ele me deu legado.

Me deu propósito.

7 de dezembro de 2017

Passeio

Ele grita
ela cuida
ela pede

e eu (des)vendo a marca profunda que me guiou

Exércitos inteiros em um só guerreiro

Ela dorme
ele chora
eles sonham

e nós corremos e cosmos, e amor
uma civilização no amor de uma só

Ela dorme
ela grita
ele pede

e eu passeio por aqueles lugares frenéticos da minha paz

Galáxias inteiras em só um suspiro

Ele dorme
ela pede
ele grita

e eu louqueio pelos goles adormecidos das 15 horas

E por que não fica um pouco mais de dia?

Ele dorme, ele fica, ele cala...

29 de abril de 2015


E assim, enquanto uma multidão desaparece
te encontro, nos parágrafos de que preciso

Dessa forma, vou descobrindo uma brisa leve, nova

(linda)

E enquanto algumas palavras voam,
te observo, no canto de meu olhar.

Quase precisa (quase preciso!)

E assim, em janeiro, enquanto um sol se espreguiça
te encontro, lá onde começa o mar...

Me assusto, viu?

Posto que a forma como que tocas essa alma agride meu ceticismo.

(Linda)

e me devolve àquela onda...

E assim, enquanto tiro o pó de um certo amanhecer,
te encontro bem aqui, onde termina meu poema.

E dessa forma, enquanto em um dia finda minha memória,

te encontro

(linda)

e lavo meus pés de novo (janeiro, bendito janeiro), onda após onda.

Mas só enquanto me quiseres...