4 de fevereiro de 2012

Três

Nem é mais amor, é só rotina...

Faz tempo que vejo, não tinha mais jeito.

Mas existia uma vontade de pra sempre. Que burro, é a impressão de teu perfume eternamente comigo;
Fica só a suave sensação de que tive um sonho

- brinquei de casinha -

Mas passa, passou. A onipotente verdade, repleta do teu jeito de ser, não permite minha interferência. Agora passou do limite.

E a culpa é só nossa.|..

13 de janeiro de 2012

Povo

Gente, qual é teu problema?
É morte, é roubo, é foda...

E você, nem aí.


E aí, povo, qual é tua idéia?

Notícias, esportes, entretenimento...
Te convidam pra dar uma espiadinha,

E quem tá ligado em tudo, nem aí.


E aí, galera?

Faturaram a liderança...
Emagraceram uma câmera...
O paparazzo tá sempre de olho no próximo arquivo temporário...

Anônimos pedaços de mídia.

Corrupta mídia, dita os rumos de tua sociedade falida.

E o pobre povo, nem aí.

12 de dezembro de 2011

Carta ao whisky

Difícil entender que vou ter que só te olhar de longe agora,
Não poder sentir teu gosto em meus lábios...

Nossa história é antiga, visceral.

De quantas memórias abri mão apenas pelo conforto de tua presença?
Quantas palavras marteladas madrugada afora, músicas perdidas, rostos anônimos...

Mas enfim, como sempre soube, meu corpo cansou-se de ti. Renega o falso conforto que me proporcionas. Estou fora.

Quem sabe, se o futuro me for generoso, te encontro copo adentro, n'algum lugar...

Mas por enquanto não dá.

29 de outubro de 2011

Carta ao meu avô

Meu avô:

Eu sou um bosta.

Simples assim.

Não dou valor ao que me é mais impossível...

ao que me é mais caro.

Por que, ó céus, a reunião é sempre mais importante? Não planejei assim.

O que me falta, meu vô? Amor eu tenho, incondicional, linear, inconstante,

Eterno.

Tenho um pouco de ti , e todos os nossos tem um algo de Luiz Mário.

Ahh, nosso elo... Sempre estou em casa com os meus, mesmo quando moram longe.

Se fosse pra melhorar, queria de volta vocês que foram embora, meu vô. Baita sacanagem deixar a gente aqui, morrendo de saudades, e eu nem te posso mostrar minha guitarra. Ah Mário Teixeira, se tu visse tua bisneta hoje... não sei mensurar o quanto tu seria um homem orgulhoso.
Imagina, meu velho, teimosa igual ao velho Mário, com a cabeça do Pi...

Até mais meu velho.

Luiz Mário

Ps: Ainda te devo uma música. =P

14 de outubro de 2011

Reticencias...

Quem sabe continua cedo demais para um vinho enquanto o sol desperta os cinco monstros de olhos verdes.
As vezes a pressão sufoca...
Serão suas garras afiadas que irracionalmente tecem comentários? Morro só de pensar em suportar olhares mudos, arredios, que colam em outdoors:

"Culpado! Ingênuo!"

e desculpas são o mesmo que nada, vícios...
Mentiras, atitudes teatralmente definidas entre aceitar e conceder - Perdoar ou pedir perdão -
Pagar o preço:

"Escolha!"

Não se pode escolher entre coisas distintas...

Não há semelhanças entre o frio e a curiosidade, o delírio e o aconchego , som e a simpatia, o bom e a força...
Não existem limites para a compreensão, assim como fronteiras para a intolerância...

Todos o são por um motivo, não nos cabe o julgamento. Ponto.

No dia que entendermos as diferenças, o mundo será mais que reticências em um devaneio...