27 de setembro de 2007

Acerca de ninguém visitar seu blog

É triste. Você cria um endereço virtual, como um blogue (vai em iglesortugues mesmo), e ninguém te visita. No máximo uma olhadinha. As idéias (e besteiras) publicadas ficam criando um espesso mofo virtual, abandonadas em algum servidor distante, carecendo da atenção de internautas maléficos... Pobres palavras congeladas em arquivos de meses distantes. O que fazer com elas? Publicar de novo? Publicar em outro endereço?

Eu ia escrever mais coisa sobre isso, mas vou parar por aqui. Já cansei de reclamar sobre isso e nunca adianta nada mesmo.

Vou abrir um blog de putaria, só com fotos e esquecer as poesias e idéias. Assim começa a dar certo.

Lá vai a primeira:

Vou ter que aprender a fazer galerias, mas fod@-se. Depois eu dou um jeito.

Atualização do post: Algumas (poucas) pessoas reclamaram que não dava pra comentar. Mas eu mesmo, sem logar no blogger, comentei meu próprio post provando que sim, dá pra comentar. O que pode ter ocorrido, como em qualquer blog.blogspot.com, é que tem que existir um mínimo de paciência pra fazer o comentário.

25 de setembro de 2007

Acho que eu sou saudades.

Saudades do que nem sei,
do que nunca vi,
do que não dá pra sentir.

Saudades de casa
de antes
da risada da prima-Vera...

Saudades de ter orgulho...
de quem eu era...

Saudades já do que eu sou...

Saudade do que só acontece comigo mesmo
das bardinhas
do sorriso de sempre
do meu sorriso eterno, sincero e demente...

Saudade que chega no próximo segundo
Pq tenho saudade tbém de agora,
A mesma que eu tenho de toda dor que, eu sei, vai embora...

Saudades de casa...
da cabana,
do quintal...

Saudades de pedir “o de sempre”
Saudades do que eu vou ser quando crescer...

Saudades do meu avô
de ser a pequena,
de ser a filhota brabinha que tem bem a quem puxar,
A crespinha de olhos multicores, como dizia meu pai...

Saudade ansiosa de todos os lugares em que ainda vou me perder
Saudades do mar,
do carnaval...

Saudades de ontem, e que não é tristeza,
É vontade de nunca esquecer

Saudades de amor
do amor que eu não sei onde guardei,

...de onde ele pode me levar...


Renata de Freitas

19 de setembro de 2007

Comunicado interceptado

Data comando estelar 00018092007-3
Mensagem criptografada - classificação: SECRETA
Destino: Ponte de comando Cruzador de Batalha "William Wallace IV" Classe XP
Comandante: Major Joe Mento

Interceptação de transmissão de emergência - cod 36

Reprodução literal autorizada, setor "J", código amarelo.

-- Início da transmissão --

" SSHhhhhhhHHXhhhxhxhhxx (...) Alguém na escuta? Por favor, alguém da aliança terrestre na escuta? Conseguimos escapar do quadrante maldito, a raça Jack Daniels foi deixada a própria sorte, quando conseguimos tomar posse da ponte de comando da nave "Whyskey 6", uma fragata de transporte armada para retaliações e suporte de escolta. Quando estavamos partindo do quadrante tentando achar o rumo de volta à terra, fomos tracionados por um wormhole, e levados a outro quadrante desconhecidos, onde habitam estranhos seres, parecidos com os Skols ou brah-mas, mas como outra coloração. Denominamos essa estranha raça de Bohemias, os escuros. Apesar da ausencia de armas para a luta, conseguimos afugentar os agressores devido ao seu pequeno número, mas agora estamos à deriva, e o que restou do radar nostra um vaso de batalha pesado. Acreditamos que se trata de um cruzador intergaláctico da classe "Norteña", com um litro de autonomia, encontrados pela última vez nas batalhas do planeta "Ao surfão" quando éramos apenas recrutas na luta. Sabe se que o comandante-geral do planeta Ao surfão, Lito, não se encontra mais entre nós, portanto não poderemos contar com os valiosos conhecimentos para enfrentar o cruzador, mas lutaremos com coragem. Apesar de acreditar que é muito difícil que essa mensagem consiga chegar as naves da terra, ainda assim tentamos contato e solicitamos reforços urgentes, sob pena de sermos capturados ou coisa pior. O planeta prisão "ressaca" é um lugar escuro e horrível, e nunca mais queremos voltar lá. O cruzador se aproxima, é chegada a hora. Homens, a seus postos de batalha, copos em riste, preparSHHhhhHHhXxHxHhh..."

Nota do comando: Nesse momento a transmissão se torna indecifrável, exceção apenas a alguns sons de batalha. Pelo registro vocal, acreditamos se tratar no Capt. Luiz Freitas, desaparecido a muito em quadrantes não mapeados. É sabido que o Capt tem em mãos informações valiosas para nossa causa, e merece reconhecimento pela constante luta contra inimigos como os Dreher, que hoje tentam retornar ao quadrante.

-- Fim da Transmissão --

Solicitação ao Comandante-Geral de esquadra, Almirante-Brigadeiro "Pi" Freitas: Pedimos autorização para busca e auxílio.

Solicitação aprovada, boa sorte.

17 de setembro de 2007

Ex-mulher pagará R$ 200 mil por omitir real paternidade

Um homem que foi enganado sobre a paternidade biológica dos dois filhos terá de receber da ex-mulher uma indenização por danos morais de R$ 200 mil. O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recursos especiais interpostos por ambas as partes. A decisão já havia sido tomada em primeiro grau e mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

O ex-marido pediu aumento do valor da indenização com a inclusão da prática do adultério, indenização por dano material pelos prejuízos patrimoniais e solicitou também que o ex-amante e atual marido da sua ex-mulher também responda pelos danos morais. A ex-mulher queria reduzir o valor da indenização. Por 3 a 2, acompanhando o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, o STJ rejeitou todos os dois pedidos e manteve o valor de R$ 200 mil fixado pelo TJ-RJ.

Segundo a relatora, o desconhecimento do fato de não ser o pai biológico dos filhos durante mais de 20 anos atingiu a dignidade e a honra do cônjuge. Sobre o pedido de reconhecimento da solidariedade, a ministra sustentou que não há como atribuir responsabilidade ao então amante e atual marido, pois não existem nos autos elementos que demonstrem colaboração culposa ou conduta ilícita.


Nota do Blogueiro: Lindoooo isso. Muito bom mesmo. Direitos iguais.

11 de setembro de 2007

Ninguém...

Raras são as pessoas que passam aqui e deixam um pouco de solidariedade com as palavras que escrevo...

4 de setembro de 2007

Fazer nada

Fazer nada é uma arte. Quer ver se é em algum momento em que se deveria fazer alguma coisa. Aí sim é uma arte. Enrolar é tão trabalhoso quanto desempenhar uma função cênica qualquer, seja no trabalho profissíonal, como um ator ou o cara que é um ator pra fingir que trabalha, ou vagabundeantemente em casa, pra fugir de quaisquer afazer doméstico. Algumas empresas pagam o cara que não faz nada pra fazer adivinha o que? Isso mesmo, nada. Geralmente é alguém que ou foi esquecido pela diretoria/administração, ou é muito desagradável por algum motivo (nesse caso essa passoa faz nada muito longe das outras), ou tem um arrego bom onde trabalha. Ah, tem também o chefe, que trabalha se for competente ou se quiser. E se for competente vai querer, mas isso é outro caso. O fazer nada pode até produzir alguma coisa, em forma geralmente do produto do"disfarce" que se usa pro fazer nada, nomeu caso agora, esse arremedo de texto.

Pronto, fiz alguma coisa fazendo nada. A física explica isso?