22 de julho de 2012

Resiliência

Deus, me dê piedade

recebi tanta ternura que me até me esqueci de minha voraz insignificância.

Estou preso no palíndromo das palavras complicadas, maus poemas

Poema mau! Não consegue me dar sentido!!

Piegas, faz-me buscar tua gramática. Sujei minhas mãos por ti.

Poema mau! Bocado de obscuridade. Crueldade tentar me deixar nú desse jeito. Não sou qualquer palavra.

Sinto uma inadequada minimania, sei lá. Mas eu continuo, e continuo.

Poema mau! Marcaste minha indiferença.