29 de janeiro de 2013

Santa Maria

Uma saudação em honra as vidas perdidas

foram tantas, mesmo que digam que foram apenas mais algumas que seguem o caminho de tantas outras

Não serão esquecidas.

Um aceno as almas valentes

pois tantos voltaram da segurança para livrar irmãos e irmãs do calor da morte

e receberam seu frio abraço.

Um viva aos verdadeiros heróis, às verdadeiras heroínas.

Desapegaram-se, e mesmo em desespero, mostraram que o nosso pobre planeta tem sim, gente digna

gente com coragem para encarar a própria morte, de frente e sem medo.

Orgulhem-se.

Não ofereço conforto aos que sentirão saudades, não tenho esse poder.

Posso apenas entregar minhas palavras: "Não esmoreçam, jamais rendam-se, orgulhem se."

Heróis

Valentes almas, fizeram sentido nesse mundo que, cruel, os deixa.

Jamais serão esquecidas.

Que fique registrado: Meus sinceros sentimentos, minhas mais orgulhosas condolências.

Sim, orgulhosa, pois heróis não merecem menos. (Sim, Sr Bial, heróis de verdade, sem prêmios, sem festas.)


E aos culpados, minha censura:

Envergonhem-se e temam, pois os que perderam-se mostraram que teriam força para um dia, arriscar-se por vocês.
Que a redenção de pagar pelos próprios erros mostre:
Agora é SUA responsabilidade zelar por quem um dia seria salvo por todos os que se foram.

Arrependam-se, e honrem quem se sacrificou.

25 de janeiro de 2013

Atos

E de passo em passo

a postura esclarece os fatos

assim como as ondas, que entregam-se

e não deixam de quebrar na praia.

E de ato em ato

a arbitrariedade renova a peça

assim como os atores, que interpretam

e não deixam de fingir sinceramente.


Então, a cortina se fecha, e as ondas chegam a praia.


Só assim pra começar de novo

Duas ondas não quebram ao mesmo tempo, duas peças não dividem o mesmo palco.

21 de janeiro de 2013

Bom dia

Nada no mundo me supreende mais enquanto bebo minha manhã

todo novo dia é certeiro, sendo luz ou sombra

talvez chuva

talvez sol


Nado no mundo, me supreendo mais enquanto encarno minha noite

todo sono é ligeiro, sendo brilho ou trevas

talvez chuva

talvez estrelas


Nada no mundo

é igual

nem melhor

nem pior

só diferente.


Levanto-me, e vou curtir o futuro

esse é um bom dia, como qualquer outro.

18 de janeiro de 2013

Terceiro Impulso

Quem é capaz de ser

o que querem que seja?

quem sabe, sou um pouco.

Não sou preciso

sou apenas franco dentro de minhas (des)virtudes



nem me levo a ser sério


talvez


seja volúvel



talvez impreciso



todo o seu lápis me gasta ao que?


o meu me enche de coragem


sou o que (te, me?) dizem os loucos



sou revolto e me acalmo

sou um ciúme conformado


sou a farra no fim de noite

sou a ressaca do mar

e do vinho


sou o ébrio (rá)

sou a lembrança do dia seguinte (daquela noite)



um sonho perdido, que de acordo, acorda

sou o círculo da chuva longe



ou uma velha tormenta, por perto



sou parte do meu próprio calvário



eu sou tudo

e sou nada

eu sempre serei o que faz


ALGUMA



diferença



eu (de)tenho o caos


eu

sou

ImPulSo

15 de janeiro de 2013

Minha alma

Quando a alma desabafa?

certamente quando descobre que não se perseguem fantasmas
ou quando se nota que a nota é mais límpida em pleno "eu"

meu tom

cor

sonhos

A alma inteira

De posse de tamanho compromisso com minha própria, busco no espelho a janela que tanto me dizem, e converso:

"Minha alma, vai direta e não me fale pelo coração, pois o mesmo engana e distorce a razão"

meu tom

cor

sonhos

A alma inteira

E ela sempre responde:

"Deves aprender, que o hoje é melhor que ontem, e pior que o amanhã. Sempre, mesmo quando não o for."

Alma maluca a minha.

13 de janeiro de 2013

Somos todos iguais



Males que seguem, tão pequeninos
toda distância, tal alvorada
e te desgastam, pobre coitado
toda distância, toda morada

Sombras que crescem, todas sensatas
Toda presença, tal descompasso
e me desnudam, pobre gentil
todo alcance, todo embaraço

Somente todos os vales merecem verdade
apenas o verdadeiro pano desce crescente
Ali, a luz te leva pra cama, sonho vermelho

Somente todos os tolos sentirão vaidade
apenas o profundo discorre, em nossa  mente
Ali, o machado te corta a cabeça, e mostra ao espelho

12 de janeiro de 2013

Loucura



Se és negra, noite fria, sou calma
Se és vazio, longa espera, sou desperto
Se és fogo, distante cor, sou ar
Se és febril, pobre som, espero.

Se foste forte, velho amigo, sou outro
Se foste tarde, futura benção, sou alento
Se foste boa, alvo sorriso, sou canção
Se foste minha, nova sorte, atento.

Será, a alma impregnada de sentidos, todos ocultos
Adentra nesse mundo tão só meu, feito em flores, sons e cores

Um pouco de loucura.

Será, a fúria disfarçada de águas calmas, todas aparentes
Demonstra que esse universo é tão só meu, lapidado em sonhos silenciosos e castigados

Um pouco de loucura.

9 de janeiro de 2013

Ouro

Nem tudo que reluz, pode dar certo

as luzes sempre sabem repetir:

"ouro"

quem sabe, acreditar é chegar ao mundo utópico

mas não quero ter que me transformar em quem preciso.


Nem tudo que aconchega, pode ser sábio

as vozes sempre sabem aveludar:

"ouro"

quem sabe, vivenciar é se afogar em ilusão

mas não quero ter que me abandonar em quem preciso.


Nem tudo que é, deve ser, ou muito pelo contrário, deixar de ser

as histórias insistem em explicar:

"ouro, ou a falta de..."

quem soube, lembrar é acrescentar ao pressentimento

Mas preciso mais é me abandonar em quem preciso ser.

Quem sabe, eu mesmo deva saber o que fazer.

4 de janeiro de 2013

Pequena

Pequena, não te preocupa
se tentam te morder o respeito,
Afinal, namoras, e és amor.

Pequena, não esmoreça
se tentam roubar o (que é) teu beijo,
Afinal, namoras, e te chamam amor.

Pequena, pega teu abraço, e de mãos dadas
(na rua, escola, parque, praia, qualquer lugar)
Passe teus fins de semana, orgulhosos,  adorados e coloridos

Pequena, não te preocupas
afinal, namoras, e o hoje é sempre
Por qual outro motivo o faria?
E se te tentam morder o respeito

Diga: "Sou amor."


Um poema de Luiz Mário de Freitas e Júlia Cavalcante de Freitas