Acordei
Em diminuição reversível e inespecífica, acordei. E dos dias que foram embora, foram para lugar nenhum, uma excitabilidade dos neurônios produzida por diversos agentes... ahh que agentes... levam mais a estupor do que qualquer anestesia passada. E isso me lembra: estarei aqui. Nos dias mais claros, nas noites mais densas, estarei aqui.
Acordei
Chuvas irão cair, no vai e vem da praia, frutos balançam em frangalhos de pontos passados e tudo bem. Que se derrubem as traves que guardavam aquela canga amaldiçoada que ninguém quis trocar, mas que certas floras (prosas?) abraçaram em corpos. E isso me conta: estarei aqui.
O tempo pode voar, ou se arrastar. Mas vai passar de qualquer forma, e o que se faz no meio tempo tem uma importância absurdamente (vorazmente) pontual: é o MEU tempo, e faz todo o sentido senti-lo no meu compasso, dentro do meu próprio temporal. Calmaria, acalmaria. Mas Iansã não me quis com seus filhos, e tudo bem,
Acordei em véu de sono, sonho sem pesadelos e sem poemas de águas passadamente (pesadamente) revoltas.
Acordei, enfeitando o pensamento de nomes novos e disparando contra o céu que mergulha em espiral azul: Minha poesia, ah minha poesia. Quantos nomes você terá ainda.
Não vi a hora passar, e já não vejo a hora de se repetir essa passagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário