31 de dezembro de 2010

Aos nossos

Vocês são os melhores...

Absurda e insanamente
unhas e dentes
defendo os meus.

De todas as sete bilhares ,ah licença, de possibilidades
me deram as melhores...

Tirei um Ás de ouros

Os que tem minha sorte, são eles.

Verdade é legado.

26 de dezembro de 2010

Cofre

Quero paz

é meu grito

meu consciente apelo àqueles que confio

não quero que me apontes que fui novo um dia
isso eu já sei

conservatório

Todo erro é coletivo, o pretérito é perfeito.

Eu erro, tu erras, ele erra.

Muito foi feito

Um peso...


E o preço pago, claro, é barato perto do campo

Duas medidas

Prefiro ser renegado, ronin, então.

E meu campo, mesmo pobre, incerto, podre e desarticulado, será harmônico.

Tenho paz

O verdadeiro nutre o que é latente, mas nunca cobra.

ah um pouco de coerência...

Beber a sujeira no fundo do copo foi demais passado. Chega!

Renuncio à todos os títulos

todas as faixas.

só quero ter paz..

24 de dezembro de 2010

Rendição

Não estou sabendo mais o que fazer.

já fui tolo
tentando...

Sorriso!

Mesmo assim, parece-me que a alma é mais longe...

Quero mais é saber o que fazer.

não sou tolo
tentado...

Sorria!

Ainda que verdadeiros, teus olhos parecem me enganar...

Não soube o que fazer.

E, se o futuro o for assim
tolo aquele que dá murro em ponta de faca
tentei...

Sorri!

A sinestesia de uma janela é o perfume de todas as lembranças...

18 de dezembro de 2010

Fato

Suspiro gotas de vida
em ordem
fatos, desejos...

E se acabarem as melodias?
Suave gosto,
declarados ao coração do ouvido...

Ordem!

Suspiro meus desejos de ouvido
em melodias
suaves declarações...

Gotas de vida.

Nova postagem

Então me encontro nesses novos dias
Sabes que o passado sempre parece melhor, porque é definido?
um aroma doce
outono

A mesma medida em que a ampulheta me lança seu destino, impiedosa...
Evoluir
A idéia corre, cada vez menor, mais única.
Nítida consiência

No álcool da arrogância procuro a metáfora sincera
Então joga

Flor, força...
Teu amor vigora tua licença poética.

Propósito
és por demais afoito

O tempo irá dizer

Absolutamente relativo.






19 de novembro de 2010

Sendo assim

sendo assim
ainda tenho minha sobriedade
desleixado
como tudo que já vem comigo
não preciso lembrar de nada
é tudo um efeito caleidoscópio
com luzes em preto e branco

mesmo assim
ainda vivo intensidade
arrumado
como tudo que já foi comigo
nem preciso arrumar mais nada
não há mais nem existe tempo perfeito
com meus sonhos em cores mudas

só me resta


(o que me mantem a sanidade)


o prazer de todas as canções

12 de novembro de 2010

Velho

Tô ficando velho mesmo. Dia desses, acabou o papel higiênico aqui em casa. Vejam bem: Papel Higiênico, item de valor incomensurável frente a sua utilidade. Saí pra comprar papel e voltei com... Cerveja!

Como disse um amigo meu: "Na merda, mas feliz."

8 de novembro de 2010

Ansiedade

Mandarei encantar meu violão
assim
com a mágica da canção
expulsarei os mil demônios
que perturbam meu sono

Tentarei escalar os horizontes
dessa forma
com o sereno da vista
arrumarei os tantos pesos
que dificultam meu sonho

Encontrarei
sem pranto ou pressa
o sentido figurado

da ausente beleza singela
perfeita harmonia
que tudo pode
e não se deixa achar fácil

23 de outubro de 2010

Espera

Quando a claridade de algo inconsciente mostra
toda a verdade de alguns fatos
não posso temer por minha vã
espera...
tudo pede que o momento seja mais esperto
talvez em alguma forma
talvez em outra ocasião
mas sei que ainda te lembro
da forma que te conheci
e
hoje
solitário como algumas nuvens
tenho palavras soltas a contar
pode ser bobagem
pode ser verdade
mas não consigo ver o que digo
são apenas movimentos mecânicos
de mãos tremulas
e estáticas
que não cabem em seus assentos
quem sabe...
ah, é verdade
quem sabe o há de vir daqui pra frente
queria
mais uma vez
poder te tocar e sentir tudo o que eu já tive
e joguei
como quem joga um jogo de brincadeira
e perde em um "game over"...
mas é tudo verdade
folhas que parecem tão brancas
mas marcam o impresso
me interesso?
que seja!
por enquanto
não mudaram nada
falo das estações
inverno primavera e verão não sabem se chegam
e meus versos se perdem nessa
"coisa" que chamo o chamado da vontade de mostrar alguns tantos pensamentos...
(desalentos?)
sabe-se lá
talvez algum dia alguém veja
e corrija minha palavra
escrita errada
mas com a sinceridade
de um coração
será verdade?
de quem espera sempre alcança?

28 de setembro de 2010

Orgulho

Olá pequena brisa, como estás?
trouxeste minha paz

te sinto, até parece que te conheço minha vida inteira...

tú, sou eu.

Nos frágeis acordes que abrigo, és a continuação da minha melodia.

Olhos negros...

Meu refrão, meu campo harmônico, meus princípios.

Ganhei coragem...

Sou Pi-filho-pai.

Ahh, que saudade da minha casca de butiá com o "Imagine" pintado...

20 de setembro de 2010

Doctor Bill

Tocamos uma música com Maurício Gasperini, do Rádio Táxi. Nem vou dizer o quanto tava show.

17 de setembro de 2010

Que venham os dias
todos serão desafinados
até que enfim a melodia vai passar
nunca verão nada parecido na primavera
com ar frio
lembre-se, quando disser que foi indução
só existiam acordes

8 de setembro de 2010

Banda Doctor Bill


Sábado, Dia 11/09, vamos tocar no Swell aqui na Zimba, Sonzera garantida.

Senta aqui
e houve essa canção.
Chega mais
o ouro e a redenção.

Faz tempo que que seus olhos me perseguem,
por quando tempo você vai fugir de mim.

Casos, acasos, jardim.

Sentir-se só
Não tem explicação.
É aproximar,
A parte à condição.

Faz tempo que que seus olhos me perseguem,
por quando tempo você vai fugir de mim.

Casos, acasos, jasmim.

Asas azuis
Voam de encontro ao meu lado.
Sem ter pudor
imagem que atrai ao pecado.

Faz tempo que que seus olhos me perseguem,
por quando tempo você vai fugir de mim.

Casos, acasos, enfim.

Casos e acasos
Um som de Fabio "Hazard".

6 de setembro de 2010

ARAGEM

As palavras molham
como água que cai
em terreno
fértil.

As palavras secam
como vento que sopra
em terreno
estéril.

As palavras doem
como pedra que bate
em um corpo
inerte.

As palavras têm vida.

E meu poema,
é o caminho
que te molha
te seca
e me dói.

Se te sinto inatingível.


Luiz de Freitas

3 de setembro de 2010

TEMPUS FUGIT

Não existe o poeta,

existe o poema.

Não existe o poema,

existe a palavra.

Não existe a palavra,

existe a inspiração.

Não existe a inspiração,

existe a musa.

Não existe a musa,

existe o devaneio.

Não existo.

Existes.



Luiz de Freitas

29 de agosto de 2010

19 de agosto de 2010

Balada

Toda noite é a mesma coisa
Triste é pura realidade

Quem tenta mudar a razão?
Mudam seu nome

tributos.

Mas mudam-se as cores na parede
mudas as caras
aumentam os preços

O fim a noite é um acontecimento uniforme...

Pista

Coração de tudo

pulsa, sempre, continua pulsando...

envia a seiva noturna, referência de quem está,

Protagonista que justifica toda a burocracia em volta.

Bar

Marca a passagem

Na metamorfose de um mundo seguro - lá fora -
esquenta a apoteose

da pista.

Climax

é o encontro

um papel em branco
levanta tapetes mágicos...

É o encontro...

16 de agosto de 2010

Poético I

Aquela flor branca
- teu sorriso meigo

cativa meus
passos bêbados -

caiu em meu
regaço

- espaço meigo

esperando -

como um sopro
de brisa leve

- teu sorriso meigo

flutua em
pensamentos bêbados-

a desarrumar meus
versos de amor
- espaço meigo


esperando.



Luiz de Freitas

10 de agosto de 2010

Todas as coisas do mundo

Admiro o espanto! Medo!
O receio é secular, secundário,
Te jogam e você nem percebe
tudo em paz.

Promessas imaginadas,
histórias que nunca se realizam
impulso, mestre da razão
Sim! Coexistir é "destemperar" o deserto futuro

Puta que pariu! Como és medrosa!!
Caminhas corajosa entre covardes
zumbis, vil verdade
Todas as ações são aventuras, merecedoras

ar(r)iscas...(?)

Forjados, riscos de marfim
perfeita idéia em solução própria

E se querer espontânea?
Palavra destemida, estímulo!
Olhar, resposta, momento!

não sabes diferenciar condicionamento operante de coisa alguma

arriscar é descobrir, viver

Conhecer

Todas as coisas do mundo.

Essa poesia foi feita com as palavras de Natália Castanharo.


8 de agosto de 2010

Faminto

A madrugada me inveja quando tenho o chão aos meus pés
Ela não pode
está presa ao céu dormente
da noite

A madrugada me incentiva quando chove no meu quintal
Ela não pode
está acorrentada as nuvens escuras
de chuva

A madrugada me entrega as estrelas quando quero
Ela não pode
as estrelas são pequenos sóis
feitos de noite

A madrugada é o paladar adormecido, no longo dia
escreveu mais um capítulo
Ela pode sim
a vida é um poema
feito de gesto, cheiro, som;
Feito de vida

4 de agosto de 2010

Entrega

Eu

Tenho a sorte do poema
que encanta
mas se alimenta
da falta de alento

Eu

Sofro do mal do mesmo
que expressa
de maneira timida
sempre sem gritar

Eu

Vivo a noite do poeta
que entrega
todos os mistérios da madrugada

Porém, sem jamais me deixar

tocar as estrelas

Filho

Quando nasci, pai

Desfrutei teu amor Mãe-Marisa

Tive o presente maior

e a ternura tua , minha avó Dilma

que poderia ser capaz de ter,
sou seu legado

Teu neto, meu velho Mário

Quando vocês

Meus amores

se forem
vai-se meu
chão florido,
de vida perfeita

Minha prima-vera

Porém
Meu momento sublime,

Melhor aurora

Meu grande presente
este, sim
viverá, orgulhosa e eternamente comigo.

Sou de vocês

Sou seu filho.

3 de agosto de 2010

Carma decifrado

Se a pena que escreve a paz pode ser relativa
que a minha seja pelo menos um pouco justa
se é a pena quem coloca a história em um plano
junto, que a minha continue altruísta,
pois calma, é carma decifrado

se é a pena toda cheia de bobagens naquela cena
que coisa, que a minha acabe neste tópico;
manchado já foi, e o vinil me espera.
E só faltou uma frase...

Nunca a pena escreve
escreve a mão, da paz em pessoa
que pena o carma decifrado acaba
vil tópico manchado de frase, história e sede;
e se não da quinta estrofe, é da fase

da sexta.

Abram as cortinas, lá vem o canto

aquele da frase.

Por do sol sobre as nuvens

Viva

Do alto tudo é tranquilo

E mesmo o casulo que isola protege

sou preso-livre.

Curvo o pequeno céu, irrestrita vontade

Harmonia em chamas, regência impecável.

Vida

Do alto tudo posso

Todas as paisagens - Simultânea presença - invadem delicadamente

Então acaba, eu desço, deixo de ser.

Até amanhã.

16 de julho de 2010

9 de julho de 2010

Plenitude

Vou correr em teu corpo perfeito
meus dedos usados como bisturí
e de forma cirúrgica

com um sopro de ar
colocar desejo dentro de ti

vou acariciar teus seios
com a precisão de uma rosa
sem espinhos

segurar teus cabelos
com força deliciosamente
delicada

Vou beijar teu ventre
tocar teu regaço
invadir teu corpo
com estudada deliberação

vou olhar teus olhos
semicerrados
como a lua espiando entre nuvens
Vou sussurrar insanidades
coerentes aos teus ouvidos

enfim

vou te dar a plenitude
com a beleza
de um poema

2 de julho de 2010

Copa

Agora espero que a final seja Uruguai e Paraguai.

5 de junho de 2010

Hoje, tive o prazer de compartilhar com bons amigos

tocar violão, dar risada...

Well she's walking through the clouds
With a circus mind that's running round...

23 de maio de 2010

Recinto

horas da manhã


orvalho

sérios momentos de pura

louca inspiração

expiradas por tudo

inclui



em minha mente de sussurro leve


o poeta que vive
em mim

vira sóbrio



na lembrança



de que você (alguem)



pode estar



sonhando com (ele) eu, poeta.

11 de maio de 2010

Caro Dunga

Tu é muito burro teimoso. Qualquer um dos outros seis anões escalaria uma seleção melhor.

5 de maio de 2010

Alegorias

Fodam-se os demônios alados.
Dormi tranquilo essa noite.
Droguei-me vendo coisas enquanto ressonava.
Sonho alucinógeno.

Minhas drogas são as sensações que me cercam
em que, queiram ou não,
são meu vinho, meu pão.

Fodam-se as migalhas da noite,
consciência velou meu delírio.
Esse, que diz: "quem sabe amanhã o futuro continua mesmo assim, incerto".
É deserto.

Mas, é bem ali, no deserto do futuro
(folhas brancas sobre a rima da bobagem do muro),
que nascem
as poesias.

Aquelas, sombrias, que já não têm o teu nome, e somem,
agora são poemas de alegria.

E que se foda a alergia.

27 de abril de 2010

(RE) - Visão

Vou fugir daqui.

P´ra bem longe,
onde teus olhos não
me alcancem ou não
possa ouvir as batidas
do teu (meu ?)
coração.

Vou fugir.

Antes que o golpe
decisivo
alcance minha cabeça...

Coração!
Olhos!
Mente!

Meu corpo inteiro.

Se eu fugir,
(e sabes que eu quero!)
por clemência,
não me venhas
procurar.

Deixa em paz
este filho da dita
dura,
que por um momento
pensou
ter encontrado seu
(meu?)
grande amor.

E respirou (quero ar!)
do vento brando
novo,
que passou
por suas terras!

Vou fugir.

E
não me venhas
com propostas
de re
conciliação.

Vou fugir e formar um ter
ritório
autoritário e meu.

Sem que teus olhos
possam me
censurar ou
tuas algemas prender minha língua...

Coração!
Olhos!
Mente!

Meu corpo inteiro.

E vou gritar minha liberdade, ler minha carta de alforria!

Até que de novo
me enganem...


Luiz de Freitas, Imbituba, 06 de março de 1986

13 de abril de 2010

Aurora

Vai, te entrega
deixa passar aquele vento
enlouquecidamente, só a sensação de um beijo...

Te descrevo, voraz e pausadamente, e você

provocante, inalcançável

Inevitável.

Vai, fica nua
simples e perfeita
te deflora ao novo dia, todo tempo é eterno em uma paixão

amanhã outra aurora toma seu lugar

Mas hoje, todo desejo é possível.
Toda realidade é infinita.

7 de abril de 2010

Ferida

Você é várias.
A que abraça
que zomba
que rasga.


E eu,
um só.

Você é muitas.
A que beija
que fere
que corta.



E eu,
um só.

Você é todas.
A que ama
que castra
que mata.


E eu,
um só.


Você é o mar.
E eu, uma ilha!



Luiz de Freitas, Imbituba, 04 de agosto de 1986.

12 de março de 2010

Nunca é o que você diz.
Somos tão indecifráveis...

Todas as palavras atiradas ao prazer, disfarçadamente

elas

escondem deliberadamente

as verdades que o corpo quer provar

3 de março de 2010

Mãe Targina

Quando nasci, mãe,
Tive o presente maior
que poderia
ter no meus
- hoje -
Quarenta anos

ser teu filho

Quando morreste,
foi-se teu
corpo sofrido
de velhinha guerreira

Meu grande presente,
meu prazer maior,
este, porém,
morrerá comigo:

Sou teu filho.

Luiz de Freitas

6 de fevereiro de 2010

Avatar

Ninguém jamais vai me convencer que os "Na'vi" não são os night elves do warcraft 3.

1 de fevereiro de 2010

Poetar III

Poetar...
É procurar na embriaguez

lúcida

E sorrir calado

Enquanto um qualquer dispara fumaça colorida

Palavra

Virei um poeta arrependido
Pior

Abandonei minha intimidade com ela


traiçoeira!!! Assim que vislumbro a possibilidade...
parece que me perdôa . . . e me escapa.

Ah, eu te escrevo, eu ainda te escrevo..

26 de janeiro de 2010

Hoje sinto
Absinto

Abstenho-me a falar enquanto me levo baixo em novas canções
Absinto

Tenho prazer em amordaçar toda sua madrugada
Em experimentar estruturas...

São, inclusive, o provável

Vou provar que sinto
Absinto

Um certo dia, me explicaram que o tempo não pode apenas levar tempo