12 de dezembro de 2011

Carta ao whisky

Difícil entender que vou ter que só te olhar de longe agora,
Não poder sentir teu gosto em meus lábios...

Nossa história é antiga, visceral.

De quantas memórias abri mão apenas pelo conforto de tua presença?
Quantas palavras marteladas madrugada afora, músicas perdidas, rostos anônimos...

Mas enfim, como sempre soube, meu corpo cansou-se de ti. Renega o falso conforto que me proporcionas. Estou fora.

Quem sabe, se o futuro me for generoso, te encontro copo adentro, n'algum lugar...

Mas por enquanto não dá.