29 de maio de 2014

Corações mansos

Só quem sonha antes de dormir sabe como é acordar para dentro de si.

Pois Sonhar acordado é como definir quanto dos nossos sonhos ascenderão.

E assim, ensaiamos futuros,

Revisando o passado e rascunhando o presente.



Só quem sonha antes de dormir sabe como é o adormecer distinto.

Pois desvendar amores é acreditar em quanto o ineditismo da vida apazigua.

E assim, acreditamos no destino,

Que mesmo inexistente é o nosso maior companheiro.


Só quem sonha antes de dormir sabe qual é a forma mais branda de deixar nossos corações mansos e leves.

E de coração manso o amor se doma.

E de coração leve o amor flui.

E como flui…



Um poema de Luiz Mário e Alessandra Bernardo.

21 de maio de 2014

Aquilo que merecemos

As vezes, saímos de algo um tanto profundo

profuso.

E seria como se alguns ciclos depois soasse deslocado o que era exuberante...

Como pude...

(Ter apenas aquilo que achei que merecia?)

E, não é que é assim mesmo?!

As vezes, a saída é algo um pouco fugaz

distinta.

E seria como se alguns contrastes depois tornasse desfocado o que era continuo.

Como pode...

(Ser apenas aquilo que achei que merecia?)

As vezes simplesmente não vai

a estação não passa,
por conformismo ou paixão
por não perceber a janela aberta depois que a porta se fechou

ou por não querer (aceitar?) que ela assim o estivesse...


Mas o resto do mundo está ali, sem culpa.

Então que seja rápido o levante, não se pode perder tempo

Eu mereço mais, e vale a pena,

Pois aceitamos aquilo que estamos preparados para receber.