10 de maio de 2013

Fotografia da lua

Tudo o que se fala

tem o dom de transformar-se em leveza.

E

porque quando não se guarda um poema,

o tempo queima...

Teve aquele o seu momento

e simples assim, acaba

fica a fotografia da alma

que ousada, joga-se fora...

Restam apenas as cinzas, coloridas e poéticas

de alguma coisa que marca o compasso.

Como ousas, poema, nascer na lua e querer voltar?



Um poema de Luiz Mário e Alessandra Bernardo

8 de maio de 2013

Amanhã

Amanhã:

Seja a pena a colorir meus caminhos,

o som da palavra,

o cheiro que eu sinto quando ela é pronunciada.


Seja o amanhecer sincero que verei de olhos fechados,

o sentimento no peito,

o aroma que eu sinto quando ela é presente.


Amanhã:

Seja a bússola a magnetizar meu horizonte,

o tato da pele,

o arrepio que eu sinto quando ela é amor.

Seja a espada a cortar o ar gelado da falsidade,

a lágrima derradeira,

a culpa pelo crime não cometido.


Amanhã:

Seja você, seja eu, e juntos nos construiremos...

Mas só quando eu te encontrar.

Quem sabe?

Quem sabe qual foi o meu melhor sorriso?

foi tanto aquele encantamento.

Quem sabe tinha sido a outra primavera

tantos poemas repetidos.

Quem sabe tenha vindo um aviso descartado

tantas propostas indecentes.

Quem sabe o relógio ascenda ao céu

distribuindo a hora de parar, antes que o inverso aconteça...


Só eu sei quanto tanto foi aquele encantamento,
que repete os poemas que trazem as propostas incedentes, distribuindo a hora de parar, antes que o inverno aconteça.

Pois meu melhor sorriso será na primavera, um aviso que o relógio ascendeu ao céu.