21 de julho de 2011

Cores

Meus versos são tintas,

colorindo o preto e branco nas páginas antes vazias...

Meus sorrisos são acordes,

caminhando entre olhares ocupados...

Raciocino, dedilhado em puro instinto.

Minhas palavras são pincéis, não exigem entendimento.

Apenas são, sua própria razão de (co)existir.

19 de julho de 2011

Olhares

E quais serão os olhares, quando aplicados à princípios?
Pequenos versos rabiscados nos espelhos dos lençois.
Tenho toque, serão meus olhos mesmo no escuro, calada na noite.
Intrínsecos serão os sentidos, ocultos, assim que clareia o dia;

Deixe-me estar, enquanto a suave sensação de você se faz presente

Meu presente

As vezes ausente, suaves momentos

constante, e no encontro, somente...

Enfim, quais serão os melhores?

Olhares?

Versos? Lençois?

Ou então rabiscos de uma madrugada que contra a vontade,

Chegou ao seu final...


Uma poesia de Luiz Mário de Freitas e Fábio Hazard (Casos e Acasos)

13 de julho de 2011

Sendo assim

sendo assim
ainda tenho minha sobriedade
desleixado
como tudo que já vem comigo
não preciso lembrar de nada
é tudo um efeito caleidoscópio
com luzes em preto e branco

mesmo assim
ainda vivo intensidade
arrumado
como tudo que já foi comigo
nem preciso arrumar mais nada
não há mais nem existe tempo perfeito
com meus sonhos em cores mudas

só me resta


(o que me mantem a sanidade)


o prazer de todas as canções


Poema escrito alguns anos atrás...