Sou o que sou. Aquele velho rapaz que troca os pés pelas mãos, que imagina e planeja (paranoia, paranoia) e se perde no que dizer.
Boto quase tudo a perder, no mecanismo desvairado das profundezas da minha cabeça. E tudo bem, todo mundo tem seus fantasmas.
Esses são alguns dos meus.
Não posso deixar de pensar: o que seria diferente, em TODA a minha vida se fosse de outra forma? Não sei. Mas posso conviver com meu apego ensurdecedor, e com o desapego que vem amarrado a isso. Sou obrigado a desapegar, porque convivo com essa presença absurda que tira o sossego, mas depois passa. E quando passa, vira lembrança gostosa que carrego junto de todas as outras.
Boto quase tudo a perder, no mecanismo desvairado das profundezas da minha cabeça. E tudo bem, todo mundo tem seus fantasmas.
Esses são alguns dos meus.
Não posso deixar de pensar: o que seria diferente, em TODA a minha vida se fosse de outra forma? Não sei. Mas posso conviver com meu apego ensurdecedor, e com o desapego que vem amarrado a isso. Sou obrigado a desapegar, porque convivo com essa presença absurda que tira o sossego, mas depois passa. E quando passa, vira lembrança gostosa que carrego junto de todas as outras.
Não me condeno por não ter a capacidade de carregar vínculos pela metade. Sou intenso, e isso leva junto uma entrega... Mas ninguém tem culpa de não querer (ou poder) se entregar. Mas nas idas e vindas da vida, muitas vezes se retirar é preciso, e quando não fica uma porta para sair, a gente sai pela janela, arrombando tudo pelo caminho.
Nesses encontros, sempre ficam lições, canções e poemas. Ficam lembranças, sentimentos e alegrias. Fica também o gosto agridoce do partir, o choro preso na garganta que acalma com o tempo.
Meu ciúme é diretamente relacionado à minha insegurança, e por isso também não me culpo. Quem sente, deixa (cada um do seu jeito) isso cristalino, de uma forma ou de outra. Dar segurança é virtude de amor, de cuidado, e a segurança (pelo menos para mim), desata os nós do ciúme.
Nesses encontros, sempre ficam lições, canções e poemas. Ficam lembranças, sentimentos e alegrias. Fica também o gosto agridoce do partir, o choro preso na garganta que acalma com o tempo.
Meu ciúme é diretamente relacionado à minha insegurança, e por isso também não me culpo. Quem sente, deixa (cada um do seu jeito) isso cristalino, de uma forma ou de outra. Dar segurança é virtude de amor, de cuidado, e a segurança (pelo menos para mim), desata os nós do ciúme.
Mas me culpo muitas vezes pela forma de (não conseguir) lidar com tantos sentimentos fortes, intensos que chegam a sufocar. E então, eu erro. Eu pressiono, mesmo que minha intenção não seja má. E isso afasta, que merda.
Mas fica tudo bem no final, a vida tem essas voltas que cicatrizam e deixam tatuadas na memória momentos maravilhosos, pessoas incríveis e processos dolorosos. Faz parte.
Todos nos machucamos, e machucamos outros. As vezes somos os próprios culpados por isso, e as vezes é o outro que faz isso. Por descuido ou medo, por desespero ou desapego. Se machucar é inevitável, mas cuidar o machucado é essencial. E nesse processo, aprendemos a evitar ao máximo machucar: nós ou os outros.
Mas fica tudo bem no final, a vida tem essas voltas que cicatrizam e deixam tatuadas na memória momentos maravilhosos, pessoas incríveis e processos dolorosos. Faz parte.
Todos nos machucamos, e machucamos outros. As vezes somos os próprios culpados por isso, e as vezes é o outro que faz isso. Por descuido ou medo, por desespero ou desapego. Se machucar é inevitável, mas cuidar o machucado é essencial. E nesse processo, aprendemos a evitar ao máximo machucar: nós ou os outros.
E no curso do que é, fazemos história, nos colocamos nos capítulos de milhares de livros vividos por todos que passam em nossa vida. Algumas vezes como notas de rodapé, outras vezes como personagens principais. Mas não é o nosso querer que define qual é esse papel, mas sim o protagonismo espontâneo, sem peso ou pressa.
E no fim, pelo menos pra mim, sobram as palavras. Escrevo para retirar do peito algo que se ficar preso, vira semente de sentimentos que não posso cultivar de forma indolor. Dói escrever? Sim, muitas vezes. Porém quase sempre acalma, e desbota a cor apaixonada da projeção que faço do mundo.
É a paz em texto, marcadores separados pela simples levada da vida. Guardar sentimentos pode adoecer, mas adoece menos do que quando alguém invalida esses sentimentos? Quantas são as pessoas que REALMENTE se importam? Sentimentos (ou a falta de) podem e são usados como armas, muitas vezes. Gente profunda não sobrevive em águas rasas.
E no fim, pelo menos pra mim, sobram as palavras. Escrevo para retirar do peito algo que se ficar preso, vira semente de sentimentos que não posso cultivar de forma indolor. Dói escrever? Sim, muitas vezes. Porém quase sempre acalma, e desbota a cor apaixonada da projeção que faço do mundo.
É a paz em texto, marcadores separados pela simples levada da vida. Guardar sentimentos pode adoecer, mas adoece menos do que quando alguém invalida esses sentimentos? Quantas são as pessoas que REALMENTE se importam? Sentimentos (ou a falta de) podem e são usados como armas, muitas vezes. Gente profunda não sobrevive em águas rasas.
É o que é. E como foi dito na música, compaixão é fortaleza.
E ter coragem de entrega é virtude, apesar dos machucados da vida. "Só pode ser delicado quem é muito forte, o fraco se esconde na brutalidade"
E ter coragem de entrega é virtude, apesar dos machucados da vida. "Só pode ser delicado quem é muito forte, o fraco se esconde na brutalidade"
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