3 de dezembro de 2020

 Quebrem-se as algemas

que me prendem com vontade
sobre os joelhos
em sina, largado como um sentimento de pano sujo

Quebrem-se, algemas

que me marcam por maldade
ajoelho por perdão
minha sina, aprofundar o que se precisa raso

Quebrem, por todos os pulsos

pois me prenderam em verdade
projeto de ilusão marcada na carne
minha culpa, fato soberano de toda a razão
embrulhada em coração
que me fez de mim
escravo da algema
elo que imploro

quebrem-se

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