Nada é para sempre. Ponto.
Somente o que se lembra, e isso mesmo muda a cada lembrança
Somente o que se lembra, e isso mesmo muda a cada lembrança
E a cada acordar, tudo muda. Radical como um pulo, ou preguiçosa como um espreguiçar. Mas muda, nada é para sempre, nem mesmo aquela janela de tempo TÃO gostosa que parecia eternizar.
Nada é para sempre, e as coisas boas muito menos.
Dá medo se sentir perdido, sem saber ler. Um analfabeto sentimental em um mundo descrito em sinais (alguns tão claro, outros diretamente disparados), tão perdido quanto alguém mergulhado em água pesada. Dá medo falar e engasgar nas próprias palavras, por achar que não vai se compreender, ou que não sé é suficiente.
É assustador se achar um tolo, sem saber o quanto. Uma opção em um mundo cortado de prioridades empoeiradas, que esperam na prateleira dos meses uma fresta para reclamar o seu lugar, assim me colocando no meu próprio devido lugar.
E onde seria?
É uma merda nadar de braçada sem saber quando chega a margem. Bater as asas a noite, a mercê do vento sem saber ONDE se pousa. E com o tempo, vai-se engolindo água, vai se engasgando pelo ar, e dói, dói.
É sentir uma pontada que diz: "algo errado", e nunca saber onde é paranoia, onde é intuição. Não saber, não sabe. E se só se confia no dito, como o dito pode estar errado?
Nada é para sempre, e as coisas boas muito menos.
Dá medo se sentir perdido, sem saber ler. Um analfabeto sentimental em um mundo descrito em sinais (alguns tão claro, outros diretamente disparados), tão perdido quanto alguém mergulhado em água pesada. Dá medo falar e engasgar nas próprias palavras, por achar que não vai se compreender, ou que não sé é suficiente.
É assustador se achar um tolo, sem saber o quanto. Uma opção em um mundo cortado de prioridades empoeiradas, que esperam na prateleira dos meses uma fresta para reclamar o seu lugar, assim me colocando no meu próprio devido lugar.
E onde seria?
É uma merda nadar de braçada sem saber quando chega a margem. Bater as asas a noite, a mercê do vento sem saber ONDE se pousa. E com o tempo, vai-se engolindo água, vai se engasgando pelo ar, e dói, dói.
É sentir uma pontada que diz: "algo errado", e nunca saber onde é paranoia, onde é intuição. Não saber, não sabe. E se só se confia no dito, como o dito pode estar errado?
E se fosse para tentar mais um pouco, porque se resolveria? E se fosse para desistir agora, porque dali pra frente seria pior? Se se eu fosse viver o melhor tempo da minha vida, e desisti antes? E se eu fosse viver o pior tempo da minha vida, e escapei por pouco?
É nadar (voar voar) no escuro: Só mais uma braçada, porque o descanso está ali, logo em frente. Ou o descanso só vai chegar se você desistir e voltar.
Só mais um pouco, ou vai ser por pouco, ou por nada.
Nada é para sempre. Ponto. Nem o oceano, nem o vento.
As vezes é preciso se conformar que cada pessoa mais linda do mundo, tem seu mundo. E que você não vai ser a pessoa mais linda do mundo dela.
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