18 de janeiro de 2013

Terceiro Impulso

Quem é capaz de ser

o que querem que seja?

quem sabe, sou um pouco.

Não sou preciso

sou apenas franco dentro de minhas (des)virtudes



nem me levo a ser sério


talvez


seja volúvel



talvez impreciso



todo o seu lápis me gasta ao que?


o meu me enche de coragem


sou o que (te, me?) dizem os loucos



sou revolto e me acalmo

sou um ciúme conformado


sou a farra no fim de noite

sou a ressaca do mar

e do vinho


sou o ébrio (rá)

sou a lembrança do dia seguinte (daquela noite)



um sonho perdido, que de acordo, acorda

sou o círculo da chuva longe



ou uma velha tormenta, por perto



sou parte do meu próprio calvário



eu sou tudo

e sou nada

eu sempre serei o que faz


ALGUMA



diferença



eu (de)tenho o caos


eu

sou

ImPulSo

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