As vezes é um poço, uma angústia que teima em sabotar a própria essência?
Você já se olhou no espelho, e quis que a imagem fosse de outra pessoa?
E vem um grito tão débil quanto brusco, socado na garganta enquanto a cabeça gira tentando entender
Por que eu? Quem sou eu?
A resposta perde credibilidade a cada pá de argamassa mental que soterra a racionalidade, até que só resta ansiedade, culpa, solidão e medo.
Misericórdia, meu ego.
E pedimos perdão, até a quem nos tenha ofendido, mesmo que sejamos o ofensor. A sombra de abate, e abate as certezas pueris de qualquer direção. Pouco fica, a noite interna deixa apenas o verdadeiro desespero de acabar com a dor, custe a angústia que custar. Custe distanciar a mão de quem for, custe o preço do afeto que nos direcionem, mesmo assim.
E a ferro, fogo e lágrimas, viramos casulo.
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