6 de novembro de 2020

 As vezes é um poço, uma angústia que teima em sabotar a própria essência?

Você já se olhou no espelho, e quis que a imagem fosse de outra pessoa?

E vem um grito tão débil quanto brusco, socado na garganta enquanto a cabeça gira tentando entender

Por que eu? Quem sou eu?

A resposta perde credibilidade a cada pá de argamassa mental que soterra a racionalidade, até que só resta ansiedade, culpa, solidão e medo. 

Misericórdia, meu ego.

E pedimos perdão, até a quem nos tenha ofendido, mesmo que sejamos o ofensor. A sombra de abate, e abate as certezas pueris de qualquer direção. Pouco fica, a noite interna deixa apenas o verdadeiro desespero de acabar com a dor, custe a angústia que custar. Custe distanciar a mão de quem for, custe o preço do afeto que nos direcionem, mesmo assim. 

E a ferro, fogo e lágrimas, viramos casulo. 

Nenhum comentário: