Um macramê colorido
feito das cordas de um violão
confuso
tear de vigília
que o farol do canto
me avisou antes
e eu não quis ouvir
E o palhaço iludido
sonhou que era o bastante
se entregar no picadeiro
mas o roteiro era outro
um ponto sem dó
costura a ferida de ontem
e corta quem lavou tuas costas
essa tua cota de malha
trapo imundo
de alma suja
que só costura no corte
da tua língua navalha
fere quem beija tua alma
e desmerece
quem ousou
amar
teu caos
todo dia agora um sonho filho da puta pra me assombrar
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