Me pega, toma meu ar
que eu dou troco em afago
me afeta até o afeto
cansado de me escutar
Me toma, me beija a razão
que eu desato a cantar
me morde até o mordaz
surrado de não querer
Me entende, me pega na mão
que eu me passeio em rimar
hoje sim, amanhã talvez
espere o que esperar
Me chama, me queima
recrimina meu crime
pois dito que é sonho teimoso
aquele que se põe
na ponta do olhar
Me conta, qual é tua sina
e depois vem aqui cochichar
em pé, ou no pé do cochilo
pois tarde é poesia de infinitivo largado
e a minha não tem nome
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