2 de maio de 2022

Não posso salvar coisa alguma se não me salvar primeiro antes.

      E fico tentando construir uma ponte, alcançar uma saída, arrumar um jeito de esquecer certas coisas, de superar muitos obstáculos...

      E esse alcançar, esse superar em cada dia as vezes é extenuante. Em alguns momentos fica difícil entender, suportar. E vem quase um desejo de jogar tudo para o alto. É como se a agonia fosse um alívio, porque passaria.

       Algumas pedras no passado são tão pesadas, e eu tento. Tento muito lapida-las, fazer com que vire suavidade esse algo que arranha e machuca... E nada é por acaso, ou proposital. Mas tudo apenas é. E como será no dia de amanhã? Não sei... Será que consigo quebrar a parede, pular o muro. Ou será que irei apenas desistir disso, e vou virar as costas?

          As vezes a impressão é de que o que é importante pra mim pouco importa. Que eu terei que subir sozinho e cobrar disso o ingresso para uma tranquilidade que (as vezes, as vezes) parece que só vem no abandono. Não quero, não gostaria. Mas e agora? Tem que se fazer questão, e eu fiz tantas que não sei se sobram ainda algumas para justificar mais uma incerteza.

Mas logo vou saber.

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