É assustador perceber de repente que eu sou sozinho. Que não tem ninguém ali, que eu faço poeminha pra me confortar. Que mesmo cercado de tudo e de todo mundo, sorriso cheiro sexo e possibilidades, na hora mais certa eu fico nos textos vagabundos do fundo dos restos...
É um rolo. Tosco e sujo. Risos, abraços e jogos. Uma teia entre os poemas que me tatuo e os pensares que me concerto. E canto, de canto torto sem vinho nem vela, por que que se ascenda qualquer coisa todos os dias.
É assustador realizar de supetão todas as verdades, ditas e ditadas dos medos miragens que fincaram reais. Que a última lata no fundo do poço foi o suspiro de supe-ação. Que fotografia é sorriso mentiroso em passado morto.
É um tombo. Puto e feio. Areia, carona e flerte. Todos os signos virados em des-cobrir alguém que do nada me reavalie na noção cega do beijo de quem por pura sorte mereça uma atenção tão carente que se dá a qualquer um.
É assustador ser assustado, pequeno moleque abestado que tanto amou e não viu no seu engenho a doida (doída) a engenhosidade de amar recebendo porcamente nada.
Que mesmo privado de sonho escolheu ser um tantinho cego a deixar ir mais cedo uma maré flutuante-mente livre, só porque amava muito além da ilusão...
E criou mundos, sonhos e fundos baseados em uma promessa que existiu só na própria cabeça: nem ouso dizer. Parágrafo torto, só mergulha onde dá pé.
Amor torto, viveu nada.
na hora de outro, já se entregou
sem prova de fogo
sem prova de fogo.
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