É o amor quem organiza a bagunça
deita o normal do dia-a-dia
em receita suportável
é o amor que descola o esparadrapo amedrontado
desculpas machucadas
confortavelmente esclarecidas em determinação:
o que não me toca,
não me machuca
nem movimenta
porém o agudo grito é sensato: foda-se
é o amor quem desembaralha
é o amor quem desembaralha
destempera
e desespera o rumo que tem que ser assim
despudorado
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