7 de julho de 2021

 É o amor quem organiza a bagunça
            deita o normal do dia-a-dia
em receita suportável


é o amor que descola o esparadrapo amedrontado
           desculpas machucadas 

confortavelmente esclarecidas em determinação: 
         o que não me toca,
              não me machuca

nem movimenta

porém o agudo grito é sensato: foda-se

é o amor quem desembaralha
destempera

e desespera o rumo que tem que ser assim

despudorado 

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