Escrever coisas abstratas
são pássaros no fundo do mar
correndo no universo
do verso bem feito
em teclas de piano
tocadas por lugar nenhum
onde palpites encontram
as chaves das portas sempre abertas
dos campos sem muros
aqueles do cais do porto
de carros de feira
dormindo sempre despertos
de sonhos sonhados
que há muito tempo agora
contam os segundos
os primeiros passaram antes
logo após os últimos
que serão os mesmos primeiros
a escutar os mudos cantarem
apertando os pescoços da experiência contemporânea
moleques exibidos tomando um porre de realidade
e sem nenhum copo de papel
mostrando roupas quadradas na sociedade
hexagonal escondida sem forma definida
vai café ae?
completa patrão?
Uma overdose de lucidez
os passáros no fundo do rio
são pinguins
escrevendo coisas sem sentido
Um comentário:
Frenética surreal! Num folego só!
Postar um comentário