Fodam-se os demônios alados.
Dormi tranquilo essa noite.
Droguei-me vendo coisas enquanto ressonava.
Sonho alucinógeno.
Minhas drogas são as sensações que me cercam
em que, queiram ou não,
são meu vinho, meu pão.
Fodam-se as migalhas da noite,
consciência velou meu delírio.
Esse, que diz: "quem sabe amanhã o futuro continua mesmo assim, incerto".
É deserto.
Mas, é bem ali, no deserto do futuro
(folhas brancas sobre a rima da bobagem do muro),
que nascem
as poesias.
Aquelas, sombrias, que já não têm o teu nome, e somem,
agora são poemas de alegria.
E que se foda a alergia.
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